Cultura e Arte

POESIA SEM FRONTEIRAS 18/12/2019 11:19

Antonio P. Pacheco retorna à cena literária com livro em português e espanhol

A cena cultural literária em Cuiabá e Mato Grosso volta a ser agitada pela segunda vez este ano pelo do poeta, escritor e jornalista, Antonio Peres Pacheco que lança sua primeira obra bilíngue

Da Redação

Com Assessoria

Um livro escrito e publicado em Cuiabá por uma editora local, de um autor radicado em Mato Grosso há três décadas. Um livro que fala para mais de 700 milhões de pessoas, em cinco continentes. De fato, "Versos Náufragos em Río sem Margens", livro de poesias bilíngue do poeta, escritor e jornalista Antonio P. Pacheco, extrapola todas as "margens", todas as fronteiras. A obra será lançado nesta quinta-feira, 19, a partir da 19 horas, na Livraria Janina do Pantanal Shopping. 

O livro, escrito em português e espanhol, cobre os últimos 35 anos de produção poética do autor e surge como uma ponte entre o universo literário brasileiro e dos países de língua espanhola vizinhos. A obra, segundo Antonio Pacheco, se constitui na primeira ação da Rede de Escritores da América Latina (REAL), que reúne escritores "fora do eixo" do Brasil, Bolivia, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Venezuela, Peru, Colombia e Cuba.

Na apresentação deste que é o segundo livro de poesias publicado pelo autor, a doutora em semiótica, poeta e membro da Academia Mato-grossense de Letras, Marília Betriz Figueiredo Leite lembra que a poesia de Antonio Pacheco, "é desde logo encontrar o diálogo com a americanidade. Ele conversa com a latinidade: Pablo Neruda e Violeta Parra abrem lembranças nas palavras registradas como memória afetiva [em forma de poesia]".

Ainda segundo a imortal e ex-presidente da AML, o poeta tem um estilo que surpreende pelo impacto imagético de suas construções poéticas.  "Em seu modo de anunciar a beleza, ou a questionando, o faz em uma linguagem quase pictórica", comenta Marília Beatriz. E acrescenta que, na poesia de Antonio P. Pacheco, "portos nem são portos, as navegações nem são navegações, pois de que trata o poeta é de processar a sua rebeldia na linguagem apontando seu horizonte para lá de um país que não atraca e de uma terra desfigurada onde nada aporta".

O poeta, por sua vez, admite que este livro é seu maior desafio e atrevimento literário. "A ideia que me move neste trabalho, é a de fazer dele uma ponte poética concreta, que permita superar as fronteiras, tanto as físicas quanto as linguísticas e psicossociais – tais como a xenofobia, o preconceito e o racismo - que nos separam nosso país, o Brasil, do resto da América espanhola, assim como também separam o presente do passado e do futuro”, explica o poeta.

Ainda segundo o autor, para além da literatura, o livro em seu conteúdo também se propõe como um pacto de humanidade. “Este livro é um chamado para que a poesia e a irmandade de nossas raízes ibéricas e nativas se sobreponham a tudo de negativo que aí está e se faça porto e destino da nossa vivência cotidiana, de nossas relações tendo como 'mar' a vida mesmo e como 'vento' que a impulsiona o amor, realizado ou não, em todas as suas formas", explica Antonio Pacheco.

Em "Versos Náufragos em Rio Sem Margens" o amargor, a ternura, a dor e a felicidade, os encontros, desencontros e partidas; o ser, o estar, o prazer e a solidão, descritos em português e espanhol, são como remos e barcos, escunas, canoas,veleiros ou mesmo jangadas frágeis com as quais nós somos levados à travessias épicas de nós mesmos, à aventuras e desventuras nesta busca permanente da realização da existência e do amor em toda a sua plenitude. E isso tudo sem nenhum mapa prévio, sem nenhuma bússola ou farol para nos guiar na jornada pelo rio sem margens que é a existência humana.

O romantismo sem pudor que aflora neste livro de Antonio Pacheco é ainda um elemento de provocação e desafio ao pragmatismo pedante e à autossuficiência antipática das relações humanas nesta sociedade líquida que Sigmund Bauman tão bem caracteriza.

Com influências assumidas de Pablo Neruda, em sua fase romântica, e de Vinicius de Moraes, os poemas reunidos neste livro são, portanto, despudoramente românticos de propósito. "Vivemos uma época em que expressar sentimentos e vivê-los é como uma senha para ser rotulado como alguém antiquado, ultrapassado. Ser romântico nos dias atuais é ser considerado idiota, fraco, desajustado. Vou na contramão desse senso comum e desafio os leitores a experimentarem sem reservas as emoções sem nenhum filtro e assim descobrir o que é estar realmente vivo nesse universo e nesse tempo", afirma o poeta.

Parceria de Sucesso

A publicação de “Versos Náufragos em Rio sem Margens” inaugura uma parceria que tem tudo para ser um sucesso entre o escritor e a Carlini & Caniato Editorial. Os editores, Ramon Carlini e Elaine Caniato, junto com sua equipe, são os responsáveis pelo belo projeto gráfico e editorial do livro, cabendo ainda ao primeiro, o mérito de ter convencido o poeta a trazer ao público esta obra marcante.

Com o excelente conceito já obtido no mercado editorial brasileiro, a partir desta obra bilíngue de Antonio P. Pacheco, a editora ensaia sua entrada também nos mercados dos países da América do Sul.

A editora mato-grossense atua desde 1998 produzindo livros de qualidade superior nas áreas de Literatura, Direito, Economia, Sociologia, Antropologia, História, Fotografia, Artes, Turismo e Biologia.

Em 2003, a Editora lançou o selo infanto-juvenil “TantaTinta”, dedicado às publicações nos gêneros de Literatura, Quadrinhos, Didáticos e Paradidáticos.

Mais do autor

Mais conhecido como jornalista político, opinialista e polemista na imprensa mato-grossense, onde milita há 38 anos, e menos como poeta, contista, romancista e roteirista, Antonio Pacheco - que é membro fundador da Rede de Escritores da America Latina (REAL), revela que tem se dedicado mais à literatura nos últimos três anos. Com isso, as publicações de suas obras já não serão tão raras como se tornaram desde estreia em 1984 com o livro “Retalhos”, coletânea de poemas, publicado pela Edições Uirá, de Barra do Garças (MT).

Outros livros autor publicados com grandes intervalos de tempo foram “Punhal de Dois Gumes”, contos esparsos, também editado pela Edições Uirá, em 1994; “Comunicação em Tempo Real”, coletânea de artigos sobre jornalismo publicado pela Editora Adufmat, em 1999 e “Poetas do Café - Antologia Poética”, 2006, publicação da Editora Grafite, de Bento Gonçalves (RS).

Em agosto passado, Antonio P. Pacheco lançou na Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, o livro “Ferro&Fogo”, uma coletânea de contos medievais editado pela Lura Editorial de São Paulo (SP), obra com participação de autores de vários estados do Brasil.

Além das publicações impressas também em jornais e revistas, fragmentos da produção poética e em prosa do autor podem ser encontradas em versões digitais em seus blogs “Penca Literária” (https://pencaliteraria.blogspot.com/) (oficial) e “Recanto das Letras” (https://www.recantodasletras.com.br/autores/antonioppacheco), bem como nas redes sociais @pencaliterária (Instagram) e https://www.facebook.com/appacheco.

SERVIÇO

O quê: Lançamentodo livro "Versos Náufragos em Rio sem Margens/Versos Náufragos em Río sin Margenes"

Onde: Livraria Janina (Shopping Pantanal)

Quando: 19 de dezembro

Hora: 19h00

Quanto: R$ 30,00 (preço especial de lançamento)

   


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