Economia

04/10/2017 09:36

Produção da indústria nacional registra queda de 0,8% em agosto, diz IBGE

O recuo da atividade industrial entre julho e agosto alcançou duas das quatro grandes categorias econômicas e oito dos 24 ramos avaliados para a pesquisa

Da Redação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (3) os resultados da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física, relacionada a produção industrial nacional , que recuou 0,8% em agosto e na série com ajuste sazonal. A queda mensal interrompeu um período de quatro meses consecutivos de expansão na produção, que acumulou ganho de 3,3%.

Segundo o estudo do IBGE , em comparação com o mesmo mês do ano passado e na série com ajuste sazonal, o total da indústria apresentou crescimento de 4% em agosto deste ano, o que também ocorreu em maio, junho e julho, com acréscimos de 4,5%, 0,9% e 2,9%, respectivamente. Em relação ao índice acumulado no ano, o crescimento industrial foi de 1,5%. A taxa acumulada nos últimos 12 meses variou negativamente em 0,1%, permanecendo com a diminuição no ritmo de queda iniciada em junho do ano passado, quando decresceu 9,7%.  

Atividades
O recuo da atividade industrial na transição de julho para agosto alcançou duas das quatro grandes categorias econômicas e oito dos 24 ramos avaliados. Entre os setores, a principal influência negativa partiu de produtos alimentícios, que retraiu 5,5% e interrompeu três meses seguidos de crescimento na produção, período o qual acumulou ganho de 9,3%.

Outras taxas negativas foram percebidas em máquinas e equipamentos, com retração de 3,8%, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com queda de 1,6% e indústrias extrativas, com baixa de 1,1%. Com exceção da última atividade, que caiu pelo segundo mês consecutivo e acumulou perda de 2,4%, todas as demais taxas foram positivas em julho.

Entre os 16 ramos que ampliaram a produção em agosto, a maior relevância foi obtida em veículos automotores, reboques e carrocerias, com 6,2% e em perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal, com 5,5%. O primeiro ramo eliminou a baixa de 3,7% acumulada nos meses de junho e julho, e o segundo voltou a crescer depois de cair 1,5% em julho.

Outros impactos positivos partiram dos setores de metalurgia, com 1,9%, produtos do fumo, com 15,2% e produtos farmoquímicos e farmacêuticos, com 2,1%, onde o primeiro recuperou o recuo de 1,5% do mês anterior e o último aumento pelo segundo mês seguido, acumulando ganho de 6,7%.

No que se diz respeito às categorias econômicas, bens intermediários e bens de consumo não duráveis apresentaram taxas negativas, com queda de respectivamente, 1% e 0,6%. Com a baixa, houve interrupção em um período de quatro meses de expansão, cujo acumulo de ganho foi de 3,6%.

 Em contrapartida, o segmento de bens de consumo duráveis apresentou o aumento mais acentuado do mês, com 4,1%, intensificando assim, o crescimento de 2,9% verificado em julho. Produtos de bens de capital também registrou taxa positiva, com 0,5%, o que a garantiu o quinto mês de altas na produção, com ganho acumulado de 10,2%.

Média móvel trimestral
Considerando a série com ajuste sazonal, a evolução de média móvel trimestral para o total da indústria permaneceu estável no trimestre encerrado em agosto, frente ao mês anterior, com variação nula. Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital assinalou o maior avanço, com 1,2%.

Os segmentos de bens de consumo duráveis, com 0,5% e de bens de consumo semi e não duráveis, com 0,4% também acresceram no mês, em oposição ao setor de bens intermediários, que não apresentou variação em agosto, após registrar dois meses de taxas positivas.

Bases comparativas
No confronto com igual mês do ano passado, o setor industrial expandiu 4%, com resultados positivos em todas as quatro categorias econômicas, 20 dos 26 ramos, 54 dos 79 grupos e 55,7% dos 805 produtos analisados. A atividade de veículos automotores, reboques e carrocerias foi apontada como a maior influência positiva para a formação da média da indústria, com alta de 28,2%.

Outros destaques positivos vieram de produtos alimentícios, com 4,7%, equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com 22,1%, indústrias extrativas, com 2,6%, produtos do fumo, com 63%, produtos de borracha e de material plástico, com 4,9%, perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal, com 11%, produtos diversos, com 14,2% e móveis, com 12%.

Já as atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, outros equipamentos de transporte, máquinas, aparelhos e materiais elétricos e produtos farmoquímicos detiveram as principais quedas do mês, com recuos de respectivamente, 3,7%, 14,3%, 5,8% e 5,8%.

Segmentos
Bens de consumo duráveis apresentou crescimento de 18,5% em agosto – 10ª  taxa positiva seguida e a mais acentuada desde maio, quando alcançou 20,8%. O aumento de 33,3% na fabricação de automóveis foi considerada o principal contribuinte para a impulsão.  Enquanto a queda de 13,1% em motocicletas e o recuo de 4,9% em outros eletrodomésticos foram apontados como os decréscimos mensais mais expressivos.

O aumento de 9,1% em bens de capital evidenciou sua quarta taxa positiva, e a maior desde dezembro do ano passado, quando atingiu 16,7%. O segmento foi fortemente impactado pelo avanço do grupamento de bens de capital para equipamentos de transporte, com 19,8%. Houve alta também em bens de capital para uso misto, com 30,4% e em construção, com 58%. Enquanto os recuos foram observados em bens de capital para fins industriais, com 3,8%, agrícola, com 8,7% e energia elétrica, com menos 7,9%.

O segmento de bens de consumo semi e não duráveis subiram 3,5% em agosto  e 4,3% em julho. O desempenho do mês foi ocasionado, em grande parte, pela expansão no grupamento de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico, com 4%. Já a alta de 2% na produção de bens intermediários foi impactada pelas elevações nos produtos associados às atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias, com 15,3%, nas indústrias extrativas, com 2,6%, nos produtos alimentícios, com 3,8%, entre outros.

As pressões negativas foram apresentadas em coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com baixa de 7,3% e em produtos de metal, com queda de 3,5%. O recuo de 1,9% obtido pelo grupamento de insumos típicos para construção civil marcou um período de 42 retrações consecutivas.

Acumulado
No índice acumulado entre janeiro e agosto deste ano, e na comparação com igual período do ano anterior, o setor industrial cresceu em três das quatro categorias econômicas, 15 dos 26 ramos, 45 dos 79 grupos e 52,4% dos 805 produtos.

Veículos automotores, reboques e carrocerias, com 13,9% e indústrias extrativas, com 6,6% foram as atividades que mais avançaram no mês. Outras contribuições positivas importantes foram observadas em equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com 20,7%, produtos do fumo, com 22,4%, metalurgia, com 2,4%, máquinas e equipamentos, com 2,7% e confecção de artigos do vestuário e acessórios, com 4,9%.

Por outro lado, houve queda em 11 atividades pesquisadas, sendo a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis o maior destaque negativo, com baixa de 6,6%.  Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os oito primeiros meses deste ano apresentou um maior dinamismo para bens de consumo duráveis, com 11,1% e bens de capital, com 4,4%. Entretanto, o IBGE mostra a influência da baixa base de comparação , uma vez que esses segmentos recuaram 20% e 15,2% entre janeiro e agosto do ano passado.

Fonte: IG Notícias


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