Economia

DESINDUSTRIALIZAÇÃO 17/01/2021 10:43

Golpe contra a Dilma e eleição de Bolsonaro enterram as indústrias do Brasil

Indústrias sofrem as consequências do golpe contra Dilma Roussef e os efeitos das políticas de asfixia do mercado consumidor interno de Bolsonaro e Paulo Guedes

Da Redação

Enquanto no período de 2003 e 2014, nos governos Lula e Dilma, o Brasil ganhou 127 mil novas unidades industriais, saltando de 257,7 mil para 384,7 mil fábricas, desde o golpe que derrubou a presidenta petista o país já perdeu 36,6 mil indústrias.

A derrocada do setor industrial começou em 2014 e se acelerou a partir de 2015, quando PSDB e MDB se uniram para sabotar o governo federal e golpear a democracia. No afã de retomar à força o governo, tucanos e emedebistas criaram artificialmente uma crise que levou as indústrias brasileiras ao processo de colapso.

Segundo levantamento foi feito pela Confederação Nacional do Comércio, publicado pelo jornal Estado de S. Paulo, o Brasil vem perdendo, em média,17 fábricas por dia. Atualmente, o país conta com apenas 348,1 mil unidades industriais.

Segundo especialistas, números comprovam que o país está em processo de desindustrialização acelerado. O fechamento da fábrica da Ford é apenas um exemplo evidente e que ganhou projeção na mídia por causa do tamanho e tradição da montadora.

Ao deixar o país, a Ford não só fecha  mais de cinco mil postos de trabalho diretos como provoca um rombo de mais de R$180 milhões mensais nos cofres públicos apenas em relação ao ISSQN que deixará de ser recolhidos nestas localidades. O prejuízo, no entanto, passará da casa dos bilhões, uma vez que sem a indústria de automóveis, toda a cadeia produtiva do setor que atendia a mesma será profundamente abalada financeira e estruturalmente.

Efeito Bolsonaro

 Além do golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff, também vem contribuindo fortemente para a desindustrialização nacional a falta de credibilidade e as políticas destrutivas do mercado interno adotado pelo atual ocupante da Presidência da República, Jair Bolsonaro e seu ministro da economia, Paulo Guedes.

O arrocho dos salários, a informalização do mercado de trabalho, o descaso com a política de incentivos, a ausência de uma política de crédito popular e acessível, a redução dos investimentos estruturantes públicos, a redução do crédito imobiliário, entre outras medidas de desaquecimento da economia que caracterizam a ação cotidiana do governo Bolsonaro, tem levado à estagnação do consumo de bens industriais, tecnológicos e duráveis, levando várias cadeias industriais a reduzir a produção por falta de demanda e mesmo fechar portas por falência ou para evitá-la.

O Brasil passa por uma desindustrialização prematura e rápida, o que dificulta ainda mais a inovação de empresas e a requalificação de empregos, diz Glauco Arbix, coordenador do Observatório da Inovação da Universidade de São Paulo (USP)", aponta reportagem publicada no jornal Estado de S. Paulo.


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