Estadual

CASTA DE PRIVILÉGIADOS 26/02/2018 08:38

Punidos com aposentadorias geram despesa superior a R$90 mil por mês no TJMT

Apenas três ex-desembargadores, que foram aposentados por prática de crimes nos últimos cinco anos, custam mais de R$ 1 milhão ao Poder Judiciário

Da Redação

O Judiciário de Mato Grosso possui "castas" de privilegiados composta até por desembargadores que foram aposentados compulsoriamente por envolvimento em crimes e outras ilegalidades. Os desembargadores Mariano Alonso Ribeiro Travassos, José Ferreira Leite e Evandro Stábile, por exemplo, punidos com aposentadorias após processos internos por envolvimento em práticas ilegais como venda de sentenças, desvios de recursos do judiciário, ainda geram despesas superiores a R$ 90 mil mensais aos cofres do Poder Judiciário de Mato Grosso. Os dados constam do portal da transparência.

Uma reportagem apurada pelo repórter Arthur Santos da Silva e publicada pelo site Gazeta Digital, aponta que os três desembargadores recebem atualmente, R$ 30.4 mil por mês. Somados, os gastos chegam a R$ 91.4 mil por mensaos. Descontos diversos em impostos e contribuição retiram cerca de R$ 10 mil do salário de cada um deles.

Travassos e Ferreira Leite foram punidos em 2010 com a pena máxima de aposentadoria compulsória. Eles sofreram investigação pelo envolvimento no esquema de desvio de recursos para a Loja Maçônica Grande Oriente do Estado de Mato Grosso.

Outro desembargador, José Tadeu Cury, também foi aposentado no “Escândalo da Maçonaria”, mas morreu em 2017 e não gera mais despesas.

Os desembargadores e mais 7 magistrados responderam por desviar R$ 1,4 milhão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso para cobrir os prejuízos com a quebra da cooperativa de crédito Sicoob Pantanal, criada por maçons, de 2003 a 2005, época em que o desembargador José Ferreira Leite era presidente da Corte.

Evandro Stábile foi condenado em Procedimento Administrativo Disciplinar por venda de sentença. O desembargador foi afastado do cargo por determinação judicial em 2010, quando a Operação Asafe acabou deflagrada pela Polícia Federal.

A operação investigava vendas de sentença no Judiciário mato-grossense e o desembargado restou acusado de prática de corrupção passiva quando ocupava cargo de presidente no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). 


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