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ABANDONADO 22/03/2018 10:37

PSD abandona Pedro Taques e governador se cala sobre debandada

Da Redação

O governador Pedro Taques (PSDB) adotou a postura de um avestruz diante do desembarque do PSD de sua base de apoio. O partido era o principal aliado do tucano desde a saída do DEM. O PSD pretende adotar uma postura mais independente em relação ao chefe do Executivo já com vistas à uma composição de chapa alternativa a candidatura de Taques à reeleição.

Com a decisão, o PSD entregou as dezenas de cargos que mantém na estrutura do Poder Executivo. O governador, no entanto, aturdido com o esvaziamento de poder político e perda de popularidade, inclusive internamente, preferiu não comentar o rompimento do antigo aliado.

O governador aposta que, se mantiver silêncio, vai conservar uma eventual solidariedade e simpatia dos ex-aliados, pelo menos até as convenções partidárias, quando as chapas e alianças serão formadas oficialmente.

Leia abaixo a reportagem dos jornalistas Airton Marques e Jaques Gosch, sobre a saída do PSD do Governo Taques e publicada pelo site RDNews.

Executivo

Taques evita comentar desembarque do PSD e afirma trabalhar para o cidadão
Airton Marques e Jacques Gosch 
 
A primeira reação do governador Pedro Taques (PSDB), após a decisão do PSD em desembarcar do governo e manter posição de independência, foi de cautela. Questionado sobre o posicionamento do principal partido aliado, o tucano desconversa.

Ao , Taques reforça que só começa a falar sobre política depois da Semana Santa, em 2 de abril. Sobre a possibilidade da entrega de cargos indicados pelo PSD afetar, de alguma forma, sua administração e a relação com os deputados estaduais, afirma que está trabalhando muito pelo cidadão de Mato Grosso.

Mesmo com a decisão dos sociais-democratas, o tucano segue convivendo quase diariamente com o vice Carlos Fávaro (pré-candidato ao Senado), que, como presidente estadual, foi liberado pelos correligionários a buscar diálogo com possíveis candidatos a governador, como os oposicionistas Wellington Fagundes (PR) e Mauro Mendes, que se filia ao DEM nesta sexta (23).

O PSD, na verdade, é mais uma sigla que se mostrou descontente com Taques. O DEM, dos irmãos Jayme Campos e Júlio Campos, também firmou posicionamento de independência ao governador e não vem poupando críticas.

A diferença entre as legendas é apenas o fato de o chefe do Executivo não ter aberto muito espaço em seu governo para a participação de indicados políticos dos Democratas.

Nestes próximos dias, o governador terá que decidir pela exoneração ou não dos sociais-democratas que ocupam o primeiro, segundo e terceiro escalões, já que todos deixarão seus cargos à disposição do tucano. O partido ocupa a secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, com Domingos Sávio; a Empaer, com Layr Mota; e a Ager, com Eduardo Moura.

Os comissionados ligados aos deputados estaduais (Gilmar Fabris, Wagner Ramos, Pedro Satélite e Ondanir Bortolini, o Nininho), devem continuar em seus cargos, uma vez que os parlamentares foram votos vencidos e devem permanecer apoiando o Executivo na Assembleia.

A decisão de assumir a independência diante de Taques representa a vitória parcial do grupo liderado pelo presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios Neurilan Fraga e contou com apoio de prefeitos, vereadores e dirigentes partidários. O líder municipalista defendia a ruptura desde o ano passado e já vinha fazendo oposição sistemática ao governo, principalmente com denúncias sobre atrasos de recursos aos municípios. Agora, terá que se contentar com a condição de "partido independente".


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