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CONSIGNADOS 28/03/2018 09:15

CPI dos Consignados é instalada pela Assembleia para investigar empréstimos para servidores

Criada por meio de requerimento do deputado Guilherme Maluf, com apoio de 14 dos 24 parlamentares, a CPI terá 180 dias para investigar supostas irregularidades nos empréstimos consignados para servidores do estado

Da Redação

Com Assessoria

A Assembleia Legislativa instalou e definiu os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar irregularidades nos empréstimos consignados para servidores públicos do estado. A CPI foi instalada por iniciativa do deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), que irá presidir a comissão, e terá como seu relator o deputado Allan Kardec (Sem Partido).

A definição dos membros da CPI dos Consignados foi anunciada na tarde de terça-feira,27. Os demais membros da CPI são os parlamentares Adalto de Freitas (Patriota), na vice-presidência, e Gilmar Fabris (PSD), como membro. Janaina Riva (MDB), Oscar Bezerra (PSB), Saturnino Masson (PSDB) e Dr. Leonardo (SD) são suplentes.

Conforme Maluf, o alto nível de endividamento dos servidores estaduais é um forte indício de práticas irregulares e abusos por parte das operadoras desse tipo de empréstimos com desconto em folha salarial. “Há informações de que cerca de 80% dos servidores públicos têm algum tipo de dívida consignada em folha. Essas pessoas recebem ligações de vendedores oferecendo facilidades, o que gera, muitas vezes, um superendividamento. Isso precisa ser apurado, assim como realizada uma auditoria nos juros, pois isso ultrapassa 70% ao ano em muitos casos”, pondera Allan.

A CPI poderá se estender por até 180 dias. Ela foi criada a partir de um requerimento apresentado pelo deputado Guilherme Maluf, com apoio de 14 dos 24 parlamentares. Mato Grosso conta com aproximadamente 80 mil servidores ativos.

Atualmente, a Assembleia Legislativa conta com outras duas comissões: a CPI dos Fundos, que investiga desvio de recursos de fundos vinculados, e do Ministério Público Estadual (MPE), que apura pagamento a procuradores e promotores de Justiça através de cartas de crédito.


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