Geral

10/08/2017 09:20

Hospitais seguem sem atender pelo SUS

Da Redação 

 Desde segunda-feira, 7, os hospitais filantrópicos Santa Casa de Misericórdia e Hospital Geral Universitário, em Cuiabá, e a Santa Casa de Rondonópolis estão sem atender novos pacientes do SUS. 

Ao que tudo indica, os atendimentos não tem data para voltarem, já que de um lado as unidades alegam não ter mais condições de se manter devido aos atrasos e de outro o Governo afirma que não deve aos filantrópicos. Os atrasos superariam R$ 10 milhões. O Estado confirma que uma “verba emergencial” que era repassada, não será mais disponibilizada. 

Somente na Santa Casa de Cuiabá, em média, por dia, 230 atendimentos deixam de ser realizados e 30 internações. A unidade por mês realiza cerca de sete mil atendimentos e 900 internações. O vice-presidente da Federação dos Hospitais Filantrópicos de Mato Grosso, Antônio Preza afirmou que as “portas fechadas” para os novos pacientes, principalmente os de Unidade de Terapia Intensiva, devem refletir e muito no Pronto Socorro de Cuiabá. 

Os impactos serão sentidos uma vez que os cinco hospitais filantrópicos, os quatro paralisados e o Hospital do Câncer (não aderiu à paralisação apesar do atraso), são responsáveis por 85% das cirurgias de alta complexidade, pelo SUS no estado e 65% das internações de média de alta complexidade. 

Por outro lado, o Governo do Estado alega que não existe qualquer dívida com os hospitais filantrópicos. O que existiu foi uma ajuda emergencial devido à crise dos hospitais. No entanto, devido à inviabilidade orçamentária, o Estado não deve repassar mais estes valores. Segundo o Estado, no final de 2016, diante das dificuldades financeiras enfrentadas pelos hospitais filantrópicos, autorizou repasse emergencial para os hospitais durante três meses. Foram repassados R$ 2,5 milhões nos meses de dezembro de 2016, em janeiro e fevereiro de 2017, totalizando um repasse de R$ 7,5 milhões, a serem divididos entre os cinco filantrópicos. 

No entanto, no mês passado, em reunião com os dirigentes das unidades foi explicado que o auxílio não seria possível. “O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), apoia financeiramente as prefeituras de Cuiabá e de Rondonópolis com repasses financeiros, que são usados pelas secretarias municipais de Saúde para o custeio de serviços médicos, incluindo aqueles contratados junto aos hospitais filantrópicos. Portanto, com os hospitais filantrópicos não existe diretamente nenhum contrato e nenhuma dívida como foi divulgado”, confirma nota. 

O município de Cuiabá por meio da assessoria de comunicação também afirmou que os repasses com os filantrópicos não estão em atraso. 

A dívida - A federação alega que o déficit é de em torno de R$ 3,6 milhões por mês e, segundo ele, o governo se comprometeu a pagar R$ 2,5 milhões por mês para os cinco hospitais. Os atrasos perduram desde março. A FEHOS afirma que desde 2015 expõe ao Governo todas as dificuldades para manutenção das instituições, em virtude da defasagem na tabela do SUS e dos constantes atrasos dos pagamentos. 

Fonte: FolhaMax


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