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SAÚDE 11/10/2017 10:31

Prontos-socorros estão superlotados

Os prontos-socorros municipais de Cuiabá e Várzea Grande estão atendendo no limite da capacidade

Da Redação

As unidades de saúde que já recebem uma grande demanda de pacientes tem visto nos últimos dias um aumento ainda maior devido a greve dos quatro hospitais filantrópicos, desencadeada no último dia 04. No pronto socorro de Cuiabá, funcionários que trabalham na unidade alegam que mais de 130 pessoas estão nos corredores e já não há macas para comportar os pacientes. 

A saúde pública em Cuiabá tem sofrido grandes impactos com a greve dos filantrópicos. A unidade acaba sendo porta de entrada para pacientes de outras cidades e com os hospitais filantrópicos não recebendo pacientes, o atendimento tem aumentado. O município ainda sofre com atrasos de repasses por parte do Estado que superam os R$ 50 milhões. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde o saldo em atraso por parte do Governo do ano de 2016 é de R$ 13.775.797,54. Já referente ao ano de 2017, o saldo é de R$ 35.298.199,86. 

“Com relação ao aumento da demanda de pacientes do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), informamos que houve um acréscimo se for considerado o fluxo da terça-feira da semana passada (03), quando haviam 29 pacientes na sala vermelha e 52 na sutura. Ontem eram 36 na sala vermelha e 99 na sutura”, confirma a secretaria. 

Na unidade de Várzea Grande a situação não tem sido diferente. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou que a demanda aumentou consideravelmente nos últimos dias. Isso fez com que tivessem reflexos negativos, principalmente no atendimento que acaba sendo mais lento. Mesmo assim, a secretaria frisa que continua recebendo e atendendo todos os pacientes. 

Desde o dia 04 de outubro quatro hospitais filantrópicos suspenderam parcialmente, o atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi tomada devido ao não repasse da ajuda emergencial por parte da Secretaria de Estado de Saúde, conforme acordo feito pelo governo estadual em agosto deste ano. A paralisação atinge as Santas Casas de Cuiabá e de Rondonópolis (220 quilômetros da capital), Santa Helena e Hospital Geral (HGU), que aguardavam o pagamento da ajuda emergencial da ordem de R$ 7,5 milhões, divididos em três vezes, ainda em agosto passado. 

Estão suspensos atendimentos nas áreas de unidade de tratamento intensivo (UTIs) da Santa Casa e Santa Helena, cirurgia cardiológica no HGU, entre outros. Com o acordo, feito em conformidade com a portaria 150/2017, a previsão era de que uma das parcelas fosse paga de forma imediata, ou seja, ainda em agosto. À época, os hospitais estavam na iminência de fechar as portas devido às dificuldades financeiras, que têm como uma das causas à defasagem da tabela do SUS. No Estado, os filantrópicos são responsáveis por 85% do atendimento de pacientes do SUS. 

A Secretaria de Estado de Saúde ressaltou que a ajuda financeira não é obrigatória e corresponde aos meses de setembro, outubro e novembro deste ano. O dinheiro será repassado aos fundos municipais de saúde de Cuiabá e Rondonópolis que farão os repasses para os filantrópicos, mas segundo a SES ainda não há novidade quanto aos recursos. No entanto é a Assembleia Legislativa que deve disponibilizar os valores. 

Fonte: FolhaMax


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