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OBRAS PÚBLICAS 10/01/2018 07:35

Obras em pista causa transtorno e risco à motoristas no Coxipó

As obras antes do trevo dos bairros Parque Cuiabá e Parque Atalaia, em frente ao Clube da Caixa, arrancou o asfalto da pista, para piorar, os postes sem iluminação durante a noite tem gerado acidentes no local

Da Redação

Há mais de 60 dias um trecho da Avenida Palmiro Paes de Barros, na saída para Santo Antônio de Leverger, está passando por uma obra que tem causado transtornos aos motoristas.

Além dos constantes congestionamentos, que eram ainda maiores no início da obra, quando parte da via era fechada desde as 6h todos os dias, o local está sem asfalto, com muitos buracos e ao menos cinco postes estão sem iluminação: um prato cheio para acidentes.

O trecho em questão é pouco antes do trevo dos bairros Parque Cuiabá e Parque Atalaia, em frente ao Clube da Caixa. Cinco metros de buracos em cada lado da via, tanto no sentido Santo Antônio de Leverger, quanto no sentido Fernando Corrêa.

A obra é de responsabilidade da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), que está drenando o acesso ao condomínio Sávio Brandão. Segundo a secretaria, o reparo já está 91% concluído e a promessa é que seja entregue até o final de janeiro.

Said Seabra é gerente de um posto na beira da avenida, bem próximo ao trecho em reforma. Ele disse que a tubulação que está sendo consertada já está entupida há cerca de cinco anos e sempre que chove o local fica alagado.

“Agora fizeram aquela bagunça ali que não termina nunca e está cedendo; você viu lá que a manilha cedeu? Já tentamos falar com eles [funcionários da empresa contratada para a execução], até inclusive um deles veio aqui comprar óleo diesel e disse que enquanto não parar a chuva não vão mexer, vai ficar desse jeito, sem o asfalto”, reclamou o gerente.

No início, quando os trabalhadores ficavam na pista desde o início da manhã, o posto ficava lotado, com dezenas de motoristas tentando encontrar uma forma de cortar caminho. O gerente Said afirmou que todos os clientes do estabelecimento reclamam da obra, visto que os carros precisam passar bem devagar no trecho, o que causa grande congestionamento.

“Eu nunca vi um trechinho desse tamanho demorar dois meses para ser terminado. E isso prejudica em tudo. Se você esquece e passa rápido acaba com o carro. Toda vez você tem que ficar freando nesse trecho, é desgastante”, disse a maquiadora e estudante de engenharia civil Mariah Albuquerque, que passa pelo trecho todos os dias.

“Está crítico. Fica uma fila ali, você tem que diminuir muito a velocidade, isso em uma avenida. Imagine se vem alguém desavisado e bate, será um grande problema”, completou o caminhoneiro Gione Gonçalo Barbosa, 38 anos.

Ele afirmou que, por sempre ter congestionamento no trecho, acaba perdendo tempo, o que tem prejudicado seu trabalho.

O empresário Valteir Vieira, 55 anos, acrescentou que o local sempre esteve mal sinalizado, causando transtornos e prejuízos aos usuários.

“O poder público não pode prejudicar os usuários para resolver um problema, por mais complexo que seja, em uma via de trânsito intenso”, disse.

“Sem contar que já caíram vários motoqueiros à noite, porque não tem iluminação; quando chega ali, o cara cai”, completou o gerente do posto.

Ele e os frentistas relataram que já ligaram diversas vezes para a Energisa, pedindo a troca das lâmpadas de cinco postes da avenida, que fazem com que o trecho fique completamente escuro durante a noite.

“Tem mais de um mês, cerca de 40 dias [que as lâmpadas estão queimadas]. Já falamos com o pessoal da Energisa, eles falam que vão vir e nada”, disse Said.

A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos informou que ainda nesta semana será enviada uma equipe técnica para fazer o levantamento da situação da iluminação no local e, a partir desse estudo, irá resolver o problema.

Sobre a obra, a Sinfra informou que no momento estão sendo finalizados poços de visitas e recomposição de capa asfáltica em CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente) no local e que a obra tem previsão para a conclusão até o final de janeiro.

Fonte: O livre


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