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INSEGURANÇA 15/02/2018 10:31

Prefeitura responsabiliza estado por tiroteio na UPA e cobra cumprimento de protocolos de segurança

Bandidos invadiram a unidade de saúde em busca de um detento e na troca de tiros com os dois únicos agentes de segurança que faziam escolta, cinco pessoas acabaram feridas

Da Redação

A secretária municipal de saúde de Cuiabá, Elizeth Araújo, disse que a SMS da Capital vai exigir do Governo do Estado, o cumprimento integral dos protocolos de segurança no tratamento de custodiados e reeducandos do sistema prisional na rede pública da Capital sob responsabilidade da Prefeitura.Conforme a secretária, deverá ser ainda exigido que estes cidadãos envolvidos com o crime sejam tratados em separado.

Conforme a secretária, o aprimoramento dos protocolos de segurança é necessário como forma de garantir que não se repita o situação ocorrida na Upa da Morada do Ouro na última terça-feirA,13, quando bandidos invadiram o local para resgatar um detento e balearam cinco pessoas, sendo uma delas, um bebê. Para o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) o descumprimento dos protocolos básicos de segurança por parte da Secretaria de Segurança Pública e pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) ocasionou o tiroteio que colocou em risco a vida de pacientes e servidores da UPA.

Ainda segundo a titular da SMS da Capital, mudanças no protocolo para atendimento de custodiados e reeducandos já vinha sendo discutidas com o Estado.

A secretária entende que o episódio na UPA Morada do Ouro deixa claro que não dá mais para tratar todo mundo junto, no mesmo espaço. “Não temos como criar uma estrutura separada só para atendimento aos reeducandos. Mas, precisamos urgentemente fechar os protocolos de segurança que já estamos discutindo e colocá-los em prática para dar segurança aos profissionais e à população. Essa, infelizmente, é uma situação que além de ter atingido fisicamente cinco pessoas, atingiu psicologicamente os nossos servidores da UPA, que ficaram extremamente abalados”, afirmou.

Elizeth Araújo reforçou que a situação ocorrida na UPA mostra a urgência do governo do Estado e, principalmente, de quem é responsável direto pela assistência à saúde dos reeducandos, a exemplo da Sejudh, da Secretaria de Estado de Saúde (Ses/MT) e da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), de fechar o protocolo “Para evitar qualquer situação de constrangimento para o reeducando e de insegurança para a população vamos realizar essa semana reuniões para estabelecer esse local de atendimento com protocolo de segurança”, frisou.

A secretária destacou ainda que as unidades contam com policial por meio de um convênio firmado entre a Prefeitura e a Secretaria de Justiça e Secretaria de Segurança Pública (Sesp/MT), por meio de um projeto criado pelo prefeito Emanuel Pinheiro quando ainda era deputado, chamado de Jornada Voluntária, onde o policial militar, durante o período da sua folga, trabalha de forma remunerada pela SMS. Com isso, ele usa todo seu treinamento policial para dar um pouco de segurança para quem atua nas UPAS e no HPSM. “Precisamos ampliar este serviço ainda para os centros odontológicos, que funcionam 12 horas e policlínicas, que funcionam 24 horas”, finalizou.

A Secretaria de Justiça garantiu que vai se reunir com a SMS para definir os protocolos de segurança em relação ao atendimento de presos em unidades de saúde da capital.

(Com Diário de Cuiabá)


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