Geral

27/04/2018 08:41

Homem que morreu em queda de avião agrícola não tinha habilitação de piloto

O piloto Rogerio de Oliveira Rosa, morto em queda de avião no Médio Norte não tinha habilitação agrícola, aponta Cenipa

Da Redação

Investigações comprovaram que Rogério de Oliveira Rosa, 36 anos, que morreu na queda de um avião agrícola em Diamantino ( 185 km de Cuiabá) em 2015 não tinha habilitação de piloto agrícola. A informação consta do relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) disponibilizadas pelo Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer).  O documento foi divulgado nesta quinta-feira,25.

Consta ainda no relatório que a vítima também não tinha experiência e treinamento para o tipo de voo. “Durante a investigação, ficou constatado que o piloto não possuía a habilitação de Piloto Agrícola (PAGA) e que havia sido contratado para realizar o trabalho de auxiliar aeroagrícola, reabastecer, lavar e guardar a aeronave”.

A descoberta serve de alerta para os empresários de agronegócio e empresas operadoras de aeronaves agrícolas em Mato Grosso. Também a própria ANAC deverá aprimorar o trabalho de fiscalização dessas atividades no estado para evitar que pessoas não habilitadas atuem como pilotos de aviões agrícolas. Mato Grosso é o estado que mais utiliza esse tipo de aeronave no país.

HISTÓRICO

De acordo com o histórico oficial do Sipaer, a aeronave tipo Neiva, prefixo PT-UUP, modelo EMB-202A, decolou de uma fazenda, por volta das 17 horas, com apenas o piloto a bordo. Durante uma curva de reposicionamento pela esquerda, a aeronave perdeu sustentação, entrou em parafuso a baixa altura e impactou contra o solo, em um ângulo de aproximadamente 60°, sem deslocamento horizontal. Em decorrência do elevado ângulo de impacto, a parte dianteira da aeronave ficou soterrada e o piloto sofreu lesões fatais.

Ainda de acordo com documento, as investigações foram interrompidas em consonância com a NSCA 3-13, que estabelece que seja verificada a existência de indícios de crime ou que a mesma decorreu de violação a qualquer legislação aeronáutica em vigor ou que a investigação não trará conhecimentos novos para a prevenção, aponta o documento.


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