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LULA 2018 10/10/2017 14:38

Mesmo se for preso Lula será presidente do Brasil, avalia inetista político

Da Redação

A um ano das eleições, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tem um adversário capaz de fazer frente a sua popularidade. Nesta altura do quadro político, econômico e social do país, é quase impossível que qualquer um dos possíveis adversários já aventados para enfrentar o petista possa derrotá-lo ou derrotar aquele que tiver sua benção.

A avaliação é do cinetista político e sócio do Instituto Vox-Populi, João Francisco Meira. Para o cinetista político, a alternativa de direita mais promissora, representada por Jair Bolsonaro (PSC-RJ), é muito extremada para o gosto da maioria dos eleitores e não tem potencial para, num confronto direto com o poderio petista e de empatia de Lula, obter um resultado positivo nas urnas.

Ainda conforme Meira, afora os dois - que ocupam há meses primeiro e segundo lugares em todas as pesquisas -, quem parece ter alguma capacidade de atrair uma fatia importante do eleitorado de centro é o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, sem partido e sem nenhuma articulação ainda que possa coloca-lo no palco eleitoral de fato.

Veterano nas pesquisas de intenção de voto e de campanhas eleitorais, João Francisco Meira se diz cético em relação à possibilidade de Lula ter sua candidatura impedida pela Justiça. "Parece-me que o Lula é candidato a presidente da República em qualquer circunstância. Até preso, ele é candidato", afirmou em entrevista ao jornal Valor.

Alvo de ações sobre corrupção no âmbito da Lava-Jato, Lula já foi condenado em uma delas em primeira instância. Se sofrer uma condenação de segundo grau, se torna ficha suja e ficaria, em tese, impedido de se candidatar. No entanto, dentro do PT já uma força tarefa trabalhando para garantir que Lula possa concorrer mesmo sub-júdice.

O cientista político avalia também que não será tão simples sepultar a candidatura de um líder de pesquisas com o poderio mobilizador interno e externo como o de Lula. E que qualquer iniciativa mais prática de seus adversários vai desencadear uma batalha jurídica de extensão e resultados ainda imprevisíveis no país e no exterior.

Caso Lula seja impedido de disputar as próximas eleições - preso ou não -, pelo menos dois cenários esdrúxulo que poderão se configurar: uma campanha com um representante do PT representando Lula e o segundo é de que o próprio pleito venha a ser declarado ilegítimo internacionalmente e o candidato eleito começar o governo sem reconhecimento internacional e sem legitimidade política interna.

(Com informações do Valor e do Brasil 247)


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