Nacional

PÓS-TEMER 02/01/2018 08:15

FHC, que apoia Temer e protege Aécio, diz que pobre tolera a corrupção

Brasil 247

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é uma das peças centrais do golpe de 2016, que derrubou a presidente honesta Dilma Rousseff e instalou em seu lugar uma organização criminosa, segundo a procuradoria-geral da República, liderada por Michel Temer. Ao não frear os ímpetos golpistas de Aécio Neves (PSDB-MG), derrotado nas urnas em 2014, FHC avalizou a quebra do pacto democrático, que trouxe ao Brasil o governo mais impopular do mundo – com 97% de desaprovação, Temer é hoje o político mais rejeitado na face da Terra.

O que veio depois de Temer já é história. Apareceram os grampos da JBS, as malas de dinheiro para Rodrigo Rocha Loures e para Aécio Neves, o bunker de R$ 51 milhões de Geddel Vieira Lima e a nomeação de Carlos Marun (PMDB-MS), feita por Eduardo Cunha, da cadeia, para ser o articulador político do governo Temer.

Esta administração, a mais corrupta do mundo, é apoiada por FHC, porque executa justamente o programa de governo de governo do PSDB, que prevê o fim das garantias trabalhistas, a entrega do pré-sal a empresas internacionais e o ataque às aposentadorias. E se isso não bastasse, desde que estourou o escândalo Aécio, FHC tem passado a mão na cabeça de seu pupilo.

No entanto, a despeito de todo esse histórico de tolerância com a corrupção, FHC teve a cara de pau, na entrevista que concedeu aos jornalistas Alberto Bombig e Pedro Venceslau, de dizer que os pobres brasileiros, com menor grau de instrução, toleram a corrupção.

"É curioso ver que em países como os nossos, com um nível educacional relativamente pouco desenvolvido, as pessoas têm muitas carências. Aqueles que dão às pessoas a sensação de que atenderam às suas carências ganham uma certa permissão para se desviar da ética. É pavoroso, mas é assim. É populismo. É a cultura que prevalece nesses países", disse ele.

FHC disse ainda que o Brasil não vai tremer se Lula, que lidera todas as pesquisas, for condenado pelo TRF-4. "Não acredito que a população vai tremer nas suas bases por causa disso. Não acho que o País vai tremer em função disso. É claro que existe também uma estratégia política do PT: a perseguição. Se o julgamento terminar em condenação, tem que aceitar", afirmou.


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