Nacional

DITADURA EM VIGOR 18/02/2018 08:06

Temer assume ditadura após intervenção militar no RJ e proibe "Vampirão" com faixa presidencial

A escola de samba Paraíso do Tuiuti fez o "Vampirão Neoliberalista", que representou o golpista Michel Temer, desfilar sem a faixa presidencial na apresentação das campeãs do carnaval carioca 2018

Da Redação

Com Brasil 247/Midia Ninja

O ilegítimo presidente golpista Michel Temer (MDB), assumiu de vez que comanda uma ditadura em curso no Brasil, Após decretar intervenção militar no Rio de Janeiro, entregando o poder de polícia para um general, Temer impôs a censura sobre a escola de samba vice-campeã do carnaval carioca de 2018, a Paraíso do Tuiuti.

Na madrugada de domingo, no no desfile das campeãs, o "vampirão" da Paraíso do Tuiuti desfilou sem faixa presidencial. O professor de história Léo Morais, que deu vida ao "Vampirão" no carro alegório mais aplaudido do desfile do Grupo Especial, chegou a ser proibido de desfilar, mas, minutos antes da escola entrar na avenida, foi autorizado pela direção da escola a entrar na avenida desde que deixasse de lado o adereço da faixa presidencial que ligava diretamente a fantasia do "Vampirão" à Michel Temer.

Num vídeo produzido pela Mídia Ninja, Léo Morais contou que quase foi impedido de desfilar e só obteve autorização depois da confirmação de que ele sairia sem a faixa presidencial. Ou seja: a censura foi a primeira medida tomada no Rio após a intervenção militar na segurança pública. 

Por “ordens superiores” a faixa presidencial ficou reduzida a uma fina gravata verde-amarela, que também estava na fantasia original.

Num vídeo produzido pela Mídia Ninja, Léo Morais contou que quase foi impedido de desfilar e só obteve autorização depois da confirmação de que ele sairia sem a faixa presidencial.

A censura foi a primeira medida prática tomada no Rio de Janeiro após a intervenção militar na segurança pública.  O ato foi uma exibição simbólica de força, pois deixou claro e assim foi compreendido pela maioria da população, que o golpe de 2016 evoluiu para uma clássica ditadura, com militares nas e censura aberta a qualquer coisa que desagradar ao ditador plantonista.

Numa tentativa nada convincente de minimizar a censura, o próprio Léo Morais declarou estar muito feliz e que seu personagem representa o "sistema" – e não necessariamente Michel Temer, que usurpou a presidência da República por meio de um golpe parlamentar. Logo em seguida, Morais disse que estava também muito preocupado com as semelhanças entre os dias atuais e o período que antecedeu o golpe militar de 1964.

Em depoimento, o carnavalesco Jack Vasconcelos admitiu os incômodos criados pelo personagem "vampirão", mas afirmou que o "furdúncio já valeu a pena". 


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