Nacional

LULA 2018 05/03/2018 08:14

Pesquisa aponta Lula como o mais popular e golpistas são reprovados

A Pesquisa do Instituto Ipsos divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo revela que nenhum dos pré-candidatos do centro político tem taxa de aprovação de dois dígitos

Em mais um caso de criminosa omissão de informações e manipulação, o jornal O Estado de São Paulo publicou neste fim de semana o resultado de uma pesquisa feita à seu pedido pelo Instituto Ipso em que os resultados apontam o ex-presidente Lula como o mais popular e confiável político do Brasil e escancara o desprezo da população aos golpistas e seus aliados. 

Na matéria, o Estadão deliberadamente esconde a principal informação da pesquisa, que o petista Luiz Inácio Lula da Silva é o único político brasileiro que tem índice de aprovação superior a dois dígitos. Mesmo após três anos de massacre midiatico e de um feroz processo de Lawfare nunca visto na história do continente americano, Lula é o político mais admirado do Brasil, com 42% de aprovação.

Os dados da pesquisa Ipsos são claros: o golpe de 2016 é absolutamente incapaz de se manter no poder pela via eleitoral.

Os candidatos alinhados ao golpe se mostram absolutamente inviáveis na urna. Michel Temer e Rodrigo Maia são aprovados por meros 4%, Henrique Meirelles alcança 5% e Geraldo Alckmin por apenas 20%. Com margem de erro de três por cento para mais ou menos, é possível dizer que em um cenário mais realista, Temer, Maia e Meirelles são rejeitados por 99% da população brasileira.

O jornal Estadão até que tentou esconder a realidade, relegando as informações sobre o desempenho de Lula em um único parágrafo regido de modo a minimizar ao máximo o seu real valor e dimensão. "Ao contrário da maioria dos outros avaliados, os indicadores do ex-presidente pouco haviam oscilado nos 12 meses anteriores ao julgamento. A dúvida recaía sobre o possível impacto que uma eventual condenação teria em sua popularidade. Com base nos dados do Barômetro Político Estadão-Ipsos de fevereiro¹ podemos afirmar que, ao menos até este momento, o desgaste para o ex-presidente é diminuto", aponta texto publicado na edição online. "Em fevereiro, sua desaprovação é de 56% (contra 54% em janeiro) e sua aprovação é de 42% (ante 44% no mês anterior", escreveu o redator do jornal sobre os dados.

A verdade é que os números de Lula são muito superiores aos dos políticos associados ao golpe de 2016. Michel Temer, que cogita disputar a reeleição pelo MDB, é aprovado por apenas 4% da população. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), é aprovado por apenas 5% da população. Além deles, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), tem taxas de aprovação, desaprovação e desconhecimento similares às de Meirelles – 4%, 69% e 27%, respectivamente.

No campo tucano, Geraldo Alckmin é aprovado por 20% dos eleitores, e desaprovado por 68%. Por fim, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) tem taxas um pouco melhores que as de Alckmin: aprovação de 24% – oscilação de três pontos para cima desde o levantamento anterior – e desaprovação de 58%.

Leia abaixo as informações publicadas pelo jornalista Daniel Bramatti.

Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

Faltando sete meses para as eleições presidenciais, nenhum dos pré-candidatos vinculados ao governo e ao centro político tem taxa de aprovação superior a dois dígitos, segundo o Barômetro Político Estadão-Ipsos, pesquisa de opinião pública que todos os meses avalia a imagem de personalidades do mundo político e do Judiciário.

O presidente Michel Temer, que cogita disputar a reeleição pelo MDB, é aprovado por apenas 4% da população, de acordo com o levantamento do instituto Ipsos. Feita na primeira quinzena de fevereiro, a pesquisa não captou os efeitos da intervenção federal na área de segurança pública no Rio de Janeiro.

Temer vê na intervenção uma maneira de ampliar sua popularidade e, assim, aumentar suas chances na primeira eleição presidencial que pretende disputar como cabeça de chapa. A medida foi anunciada dias antes da possível derrota, na Câmara, da principal bandeira da atual gestão, a reforma da Previdência. A desaprovação ao presidente está na casa dos 93%.

 
Outro possível representante do atual governo na campanha presidencial, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), é aprovado por apenas 5% da população. Meirelles está em tratativas para mudar de partido e disseque faz pesquisas para medir seu potencial de votos.

O ministro tem como trunfo a volta do crescimento do PIB em 2017, após dois anos de retração – mas a taxa de expansão da economia foi de apenas 1%, e o desemprego voltou a crescer em janeiro. “A melhora dos indicadores econômicos ainda não alterou o dia a dia das pessoas”, observou o diretor do Ipsos, Danilo Cersosimo.

Representante do centro político, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), deve anunciar nesta semana sua candidatura à Presidência. Segundo o Ipsos, ele tem taxas de aprovação, desaprovação e desconhecimento similares às de Meirelles – 4%, 69% e 27%, respectivamente.

No PSDB, que se afastou de Temer no final do ano passado, Geraldo Alckmin é aprovado por 20% dos eleitores, e desaprovado por 68% – suas taxas pouco oscilaram nos últimos três levantamentos do Ipsos.

BOLSONARO 

O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) tem taxas um pouco melhores que as de Alckmin: aprovação de 24% – oscilação de três pontos para cima desde o levantamento anterior – e desaprovação de 58%.

A pesquisa Ipsos não é de intenção de voto. O que os pesquisadores dizem aos entrevistados é o seguinte: “Agora vou ler o nome de alguns políticos e gostaria de saber se o (a) senhor(a) aprova ou desaprova a maneira como eles vêm atuando no País”. O Ipsos ouviu 1.200 pessoas em 72 municípios do País, entre os dias 1.º e 16 de fevereiro. A margem de erro do levantamento é de 3 pontos porcentuais. 


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