Nacional

LULA LIVRE 03/04/2018 14:19

Carmén Lúcia ensaia enterro da loucura do golpe:a prisão de Lula

A fala da ministra Cármen Lúcia ontem, na TV Justiça, traduziu o cansaço do STF em tutelar poderes e pressões pela prisão do maior líder popular da história do país condenado sem provas e sem amparo constitucional

Da Redação

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármem Lúcia já tem ensaiado o "enterro" da maior loucura dos golpistas de 2016: a prisão do ex-presidente Lula entes de esgotadas as fases de recursos. A derrota das pretensões da direita pode ser lida com clareza na linguagem corporal exibida pela própria ministra durante seu pronunciamento na TV Justiça transmitido na segunda-feira, 02.

No pronunciamento, o rosto emaciado, as pálpebras decaídas de forma ainda mais acentuada que o normal, a voz embargada e vacilante pela emoção mal contida,  a ministra em seu indefectível vestido preto, era a imagem acabada de quem capitula diante de um adversário mais poderoso: a verdade de que Lula é "imprendível" por já não ser apenas um indivíduo, mas sim uma figura histórica de grandeza ímpar e a clareza reluzente da Constituição Federal que proíbe de forma expressa que qualquer cidadão seja preso antes do trânsito em julgado do processo em que seja réu.

A fala de Cármem Lúcia pareceu elaborada com um fim emoliente: preparar a direita e a extrema direita tupiniquem para a concessão do Habeas Corpus Preventivo ao ex-presidente Lula, confirmando o que já vem adiantando o ministro Gilmar Mendes de que o caso deve balizar os debates sobre a prisão em segunda instancia que a presidente do STF vem postergando de forma criminosa.

Leia abaixo a reportagem do site Brasil 247 sobre o pronunciamento de Cármen Lúcia.

Cármen preparou o País para a derrota da direita?

Por Gustavo Conde

O tom foi solene e tomado por estranha emoção contida. A presidente do Supremo Tribunal Federal parecia vestida para um enterro. A fala de Cármen Lúcia ontem, na TV Justiça, traduziu o cansaço do STF em tutelar poderes e pressões. O apelo pela "serenidade" não deixa dúvida: a votação agendada para quarta-feira irá contrariar interesses. A quem pedir serenidade senão àqueles que não a tem?

A frase proferida pela presidente do STF foi: "serenidade para que as diferenças ideológicas não sejam fonte de desordem social". Essa frase embute a ausência de poder do executivo e apreensão pelas pressões que aquele tribunal vem recebendo via recados indiretos da imprensa corporativa. Ontem, Lúcia talvez tenha preparado a extrema direita para sua primeira derrota institucional pós golpe.

Conforme noticiado pelo 247, Gilmar Mendes já antecipou que o julgamento do mérito do habeas corpus de Lula na quarta-feira irá balizar o entendimento do Tribunal a respeito das prisões em segunda instância, dando a entender - do alto de sua posição conhecida sobre o tema - que a análise será técnica e se inclinará para a defesa da constituição, qual seja: a garantia de liberdade até que se esgote o trânsito em julgado.


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