Nacional

LULA LIVRE 05/04/2018 17:23

Moro decreta prisão de Lula menos de 24 horas após STF negar Habeas Corpus

O juiz Sérgio Moro tem pressa de prender Lula e ordenou que Lula se apresente até as 17 horas desta sexta; manifestação da militância está marcada para esta sexta-feira em São Bernardo

Da Redação

Com Brasil 247/Reuters 

O juiz federal Sérgio Moro determinou nesta quinta-feira 5 a prisão do ex-presidente Lula, condenado em segunda instância no caso do triplex do Guarujá, menos de 24 horas depois da decisão do Supremo Tribunal Federal que negou o habeas corpus a Lula, na noite desta quarta.  

A ordem foi determinada por Moro mesmo com a possibilidade ainda dos embargos dos embargos pela defesa no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). O Tribunal de Porto Alegre emitiu um ofício dando a Moro autorização para a execução da pena.

A militância foi convocada pelo PT de São Bernardo para uma manifestação nesta sexta-feira 5 em São Bernardo do Campo, região do ABC Paulista. Na convocação, a presença do ex-presidente estava confirmada. Moro ordenou que Lula se apresente até 17h desta sexta.

Para presidenta nacional do PT, senadora Gleise Hoffmann, Moro é um juiz movido a ódio. Em um post no twiter, a petista criticou a pressa do juiz em decretar a prisão do ex-presidente Lula. "Violência sem precedentes na nossa história democrática. Um juiz armado de ódio e de rancor, sem provas e com um processo sem crime, expede mandado de prisão para Lula, antes de se esgotarem os prazos de recurso. Prisão política, que reedita os tempos da ditadura #LulaValeALuta", postou a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do PT. Todos a São Bernardo! Berço do PT e das grandes lutas operárias, casa do Lula, lugar de resistência! Nossa força vem da nossa origem", escreveu ela.

No meio da tarde, o ex-presidente Lula já havia se reunido com seus advogados para discutir os próximos passos de sua defesa.

O ex-presidente, no entanto, reagiu com tranquilidade. Lula afirmou que irá seguir as orientações de seus advogados e classificou a decisão de Sérgio Moro como um absurdo e um "sonho de consumo" do juiz.

Para Lula, a decisão de Moro foi tomada após ele saber que o Partido Ecológico Nacional (PEN), impetrou liminar no STF pedindo a suspensão de prisões em segunda instância até que o Supremo julgue as Ações de Declaração de Constitucionalidade (ADC) 43 e 44 sobre o artigo 283 do Código de Processo Penal (CPP), que deve ser analisada pelo ministro Marco Aurélio Mello. O ministro é abertamente contra a prisão em segunda instância e votou pela concessão do Habeas Corpus para Lula.

O petista lidera as pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República na eleição de outubro, e caso não obtenha decisões favoráveis no Tribunal Superior Justiça (STJ) e no Tribunal Superior Eleitoral, deve ficar impedido de concorrer por conta da Lei da Ficha Limpa, que torna inelegível condenados em órgãos colegiados do Judiciário, caso da 8ª Turma do TRF-4.

Os três desembargadores da 8ª Turma, apesar da falta de provas materiais, confirmaram a a sentença dada por Sérgio Moro, que julgou que o tríplex da empreiteira OAS seria dado a Lula em troca de contratos na Petrobras.

O petista apresentou inúmeras provas de que o imóvel nunca foi seu e que nunca agiu para beneficiar qualquer empresa junto à Petrobras. O ex-presidente afirma ser alvo de uma perseguição judicial e política promovida por setores do Ministério Público, do Judiciário e da Polícia Federal com o objetivo de impedi-lo de ser candidato.

 


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