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LEI DO RETORNO 29/04/2018 09:03

Presidente ilegítimo colhe frutos do golpe e trapaças

Michel Temer começa a experimentar as consequências da sua traíção à presidenta Dilma Rousseff e de seus crimes de corrupção e vê suas chances de parar atrás das grades crescer na mesma velocidade que cresce o desemprego, a crise econômica e o descrédito de seu governo

Da Redação

O presidente usurpador Michel Temer (MDB) viveu uma semana de péssimas notícias, resultados do golpe e de suas trapaças para ocupar o Palácio do Planalto sem passar pelo crivo legitimador das urnas. Durante a semana, Temer viu seu circulo familiar e de amigos íntimos ser atingido pelas investigações que buscam desvendar suas pilantragens para enriquecimento ilícito com dinheiro público e propinas.

Em uma reportagem inesperada, devido a sua linhya editorial francamente golpista, o portal de notícias R7, do grupo Record, fez um apanhado dos "dias de cão" vividos pelo ilegítimo. Leia a íntegra da matéria abaixo.

Política Nacional

Temer vive semana de escândalos, indicadores ruins e fuga de apoio

R7

Com as eleições de 2018 se aproximando, o presidente Michel Temer (MDB) vê cada dia mais difícil a sua tentativa de reeleição. Além da investigação sobre sua relação com o coronel João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, envolvido no inquérito dos Portos e que chegou a ser preso, em março, sob a acusação de receber propina em nome do presidente, ele agora tem que conviver com fato de sua filha, Maristela, ser convocada para depor sobre a reforma de sua casa, em São Paulo, investigada em caso de lavagem de dinheiro.

O momento delicado de Temer acontece quando o país atinge o maior nível de desemprego desde maio passado, com 13,1% no trimestre encerrado em março de 2018. Isso significa que 13,7 milhões de pessoas estão desempregadas, segundo dados do IBGE.

Na última semana, vários pontos-chave para uma possível campanha apoiada nas melhoras econômicas alcançadas pelo atual governo vieram abaixo. Deputados não querem se envolver em votações polêmicas, que poderiam lhes custar votos na eleição de outubro. Assim, propostas como a do Cadastro Positivo foram retiradas da pauta no Congresso.

O Cadastro é, na prática, a divulgação de uma nota para cada pessoa que a qualifique como boa ou má pagadora. Para o governo, o atestado de "qualidade" ajudaria na hora de conceder crédito a pessoas com histórico limpo. Já críticos afirmam que a lista exporia a privacidade dos usuários.

Além da proposta do Cadastro Positivo, todas as 15 medidas do pacote que visavam destravar a economia estão prestes a ser engavetadas.

Para complicar ainda mais a situação de Temer, que defende sua possível candidatura com a melhora econômica do país, o Banco Central anunciou na última quinta-feira (26) o aumento do juros, seguindo a tendência que vinha do ano passado, tanto para o cheque especial, quanto para o rotativo do cartão de crédito.

A medida do Cadastro Positivo, segundo os bancos, poderia impedir, ou até mesmo reverter, essa situação. Mais um ponto contra Michel.

Outro ponto que deixou ainda mais atribulada a semana do presidente foi visível na sessão da comissão especial que analisa a privatização da Eletrobras. O enfraquecimento da base aliada, que teve apenas três defensores da privatização, contra uma enxurrada de críticos.

Esta debandada governista também torna muito improvável a aprovação de qualquer proposta sugerida pelo grupo do presidente. Paralisou também a discussão para recuperar a medida provisória que regulava os pontos polêmicos da tão discutida reforma trabalhista, que caducou, também, nesta semana.

Agora, Temer aguarda as movimentações do Congresso enquanto espera também o depoimento de sua filha, Maristela, à Polícia Federal. Ela é a primeira filha de um presidente em exercício a prestar depoimento.

A medida do Cadastro Positivo, segundo os bancos, poderia impedir, ou até mesmo reverter, essa situação. Mais um ponto contra Michel.

Mais um ponto que deixou ainda mais atribulada a semana do presidente, foi visível, na sessão da comissão especial que analisa a privatização da Eletrobras. O enfraquecimento da base aliada, que teve apenas três defensores, contra uma enxurrada de críticos, que questionavam o quase indefeso presidente da, por enquanto, estatal.

Esta debandada governista também torna muito improvável a aprovação de qualquer proposta sugerida pelo grupo do presidente, ou a discussão para recuperar a medida provisória que regulava os pontos polêmicos da tão discutida reforma trabalhista, que caducou, também, nesta semana. O medo de perda de votos é sempre a justificativa.


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