Nacional

CAMINHONAÇO 29/05/2018 07:55

Greve prossegue em pelo menos 18 estados e Temer ameaça caminhoneiros com prisão

Polícia Federal está sendo pressionada para prender os caminhoneiros que se recusarem a encerrar a mobilização

Brasil 247

O governo segue acumulando sucessão inédita de erros na condução da greve dos caminhoneiros, que entra em seu 9º dia. Sem conseguir pôr fim à greve, o governo tensiona o quadro mais uma vez e passa pela terceira fase de terceirização de responsabilidade. Primeiro, desovou fakenews nos jornais (anunciando o fim da greve), depois convocou o exército e, frustradas as tentativas, chamou a Polícia Federal, que está sendo pressionada a prender os caminhoneiros que se recusarem a encerrar a mobilização.

“Sem conseguir acabar com a greve dos caminhoneiros, o governo Michel Temer pressiona a Polícia Federal a acelerar investigações e prender suspeitos de dar suporte ilegal ao movimento. A ofensiva atípica em cima da PF ignora o fato de os inquéritos serem sigilosos e estarem em fase inicial e se dá em meio a diversas tentativas frustradas de interromper a paralisação.

Em reunião no Palácio do Planalto, o diretor-geral da polícia, Rogério Galloro, chegou a ter de fazer uma explicação básica de como as prisões ocorrem no Brasil (...) A explanação se deu como resposta a diversas cobranças feitas durante uma das reuniões do fim de semana, de que as detenções seriam importantes para colocar fim na mobilização. À cúpula do governo, Galloro esclareceu que isso só pode acontecer em casos de flagrante ou com ordem judicial.”

ACORDO FAKE

O acordo proposto pelo presidente Michel Temer para encerrar a greve dos caminhoneiros não foi suficiente para acabar com os bloqueios nas estradas.

Para o governo ilegítimo, a resistência é incentivada por "infiltrados políticos" dentro do movimento. Os líderes grevistas se dividiram sobre a continuidade da paralisação.

A Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam) defende o retorno ao trabalho, mas uma parte da categoria afirma que nem todas as reivindicações foram atendidas e por isso a greve continua.

Em pelo menos 18 estados, a paralisação prossegue e a população continua fazendo filas atrás de gasolina e álcool nos postos do país.


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