Nacional

LULA LIVRE 06/06/2018 10:49

Lula reaparece bem-humorado e disposto e direita fracassa em lançar manifesto

Ao reaparecer publicamente em um depoimento como testemunha, Lula reavivou o animo dos aliados e acuou mais um pouco a direita que, acéfala, bate cabeça, sangra e apodrece à vista de todos depois do golpe e de tornar o ex-presidente um prisioneiro político

A terça-feira (5) foi marcada por dois eventos que resumiram a situação do país: mesmo preso em Curitiba, o maior líder político brasileiro deu um show num depoimento televisionado pelo Judiciário. Lula alegrou o país e despertou uma onda impressionante de solidariedade e esperança. Enquanto isso, nos tapetes felpudos de Brasília, a direita protagonizou um fiasco de largas proporções, ao tentar lançar um manifesto que a unisse exatamente para enfrentar Lula aprisionado.

 "Mesmo estando preso ele é a grande esperança do povo brasileiro", afirmou Leonardo Attuch no programa Bom Dia 247 (aqui) da manhã desta quarta (6). Durante o programa, foram lidas dezenas da centenas de mensagens que chegaram do Brasil e do exterior com expressões de contentamento pela oportunidade de ver Lula ao vivo pela primeira vez desde dua prisão em 7 de abril. Durante toda a tarde/noite de ontem e manhã de hoje foram milhares e milhares de manifestações de carinho e apoio a Lula nas redes sociais.

No mesmo momento em que Lula depunha, num evento esvaziado, sem representantes dos principais partidos que um grupo de direita liderado por Fernando Henrique Cardoso pretendia atrair, aliados do pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, lançaram um  manifesto que pretendia unir a direita para as eleições. Foi um fiasco em larga escala. Apenas 19 deputados federais compareceram, 15 deles  do PSDB. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pré-candidato do DEM, torpedeou a iniciativa considerando-a uma manobra tucana para obter apoio à candidatura nanica de Geraldo Alckmin (aqui).

Assistir o depoimento de Lula, boicotado por toda a mídia de massas ligada ao golpe, foi reavivar a memória de um tempo feliz no Brasil, comentou o articulista Paulo Moreira Leite (PML) no Boa Noite 247 de ontem (aqui). "Vale a pena ver esse depoimento, quem não viu não pode perder", disse PML -no final, você pode assistir a íntegra do depoimento de Lula, transmitido ao vivo pela TV 247. Prosseguiu PML: "Pudemos lembrar como é viver em um país com um presidente como Lula, percebe a qualidade desse homem público. Mesmo quando ele está sentado dando um depoimento numa posição desagradável de quem tem que responder testemunha é possível ver a qualidade desse homem. A clareza das suas respostas, o espírito de quem está à vontade, de quem se comunica com os brasileiros". Paulo Moreira Leire completou: "Para mim é uma coisa assim repousante, parece que se até acordando de um pesadelo que é o Brasil do Temer, um presidente incomunicável, escondido". 

Saudades do tempo de Lula. Essa foi a sensação generalizada de quem assistiu o depoimento e ouviu o ex-presidente relatar o cenário mundial e o contexto brasileiro poucos anos atrás.  "Lula ficou falando de outros tempos do Brasil, quando era um país admirado", disse PML. "A gente reavivou na memória como o Brasil já foi melhor, a fala de Lula é a volta do sonho, um estadista que sabe o que está fazendo. Foi politicamente muito relevante e mostrou a importância de Lua se manter como candidato. Ele tem uma legitimidade que poucos homens públicos brasileiros têm e está aí. Mesmo preso, não está se escondendo, está na liderança de seu povo".

A empatia de Lula e a relevância de seu depoimento foram destacadas por Leonardo Attuch: "Hoje Lula está perto de 40% das intenções de voto nas pesquisas. Se as TVs abertas, que o censuram de todo jeito, transmitissem apenas esse depoimento de ontem, de baixa qualidade técnica, de imagem e som sofríveis, o que teria acontecido nas pesquisas? Foi um verdadeiro pocket show de Lula ao juiz Marcelo Bretas. Ele saltaria no momento seguinte para 50% ou ainda mais. Porque o vídeo mostrou a diferença entre um Brasil que pensa grande e um Brasil que pensa pequeno, entre um país de pé e um país de joelhos".


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