Nacional

VAZA JATO 03/07/2019 08:24

Moro foge de audiência sem responder à deputados e é massacrado no Brasil e no mundo

Imprensa internacional desnuda Sérgio Moro que fugiu das perguntas comprometedoras e mandou a PF e o COAF perseguir o jornalista que desmascarou suas tramoias na Lava Jato

Da Redação

Com Brasil 247 e Outros

O ministro Sérgio Moro, mais uma vez, tergiversou, repetiu falas decoradas, escritas e vazias no conteúdo, ignorou as perguntas mais incômodas e acabou fugindo, literalmente, da audiência pública na Câmara dos Deputados na noite de terça-feira, 02. Ao ser pressionado e acusado de ser um criminoso que perseguiu o ex-presidente Lula, tirando-o da disputa presidencial, fraudando o processo judicial que condenou o petista e ajudando a eleger Jair Bolsonaro em troca de um cargo de ministro e a promessa de indicação ao STF, Moro escapou por uma porta lateral da sala da Comissão de Constituição e Justiça.

O ex-juiz Sergio Moro, que condenou o ex-presidente Lula sem provas e agora é acusado de mandar investigar o jornalista Glenn Greenwald, que o investiga, perdeu totalmente a credibilidade perante o Brasil e o mundo. Diante da falta de respostas convincentes para os questionamentos à sua conduta durante o processo contra o ex-presidente Lula e do uso escancarado do aparato de vigilância e policia do Estado para ameaçar o jornalista do The Intercept, Sérgio Moro está sendo visto como realmente é: parcial, vingativo e inescrupuloso.

Segundo levantamento do jornalista Nelson de Sá, a imprensa internacional reagiu com especial dureza diante da ordem de Moro para que a PF e o Coaf devassem a vida de Glenn Grenwald. 

O francês Le Monde descreveu “o agora ministro do presidente de extrema direita” como “herói caído da anticorrupção.” O britânico The Independent, também bate duro. “E foi Moro, uma figura partidária de direita com ilusões messiânicas, disposta a acabar com o Estado de Direito em busca de seus objetivos, que desempenhou o papel principal de colocá-lo lá”.

O site americano HuffPost destaca que Moro agora “encara seu próprio escândalo” e afirma que ele peca “por excesso de ambição e de vaidade”. O ponto mais grave, agora, é a revelação de que a Polícia Federal passou a investigar o jornalista Glenn Greenwald.

No fim do dia, a organização Freedom of the Press Foundation soltou nota, dizendo que o cerco do ministro “não é apenas um ataque ultrajante à liberdade de imprensa, mas um grosseiro abuso de poder”.


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