Pauta Jurídica

GRAMPOLANDIA 11/08/2017 07:35

Após 6 dias, STJ concede habeas corpus e ex-secretário deixa prisão

Decisão pode beneficiar outros presos pelo esquema de grampos ilegais no Estado

Da Redação

O ministro Reynado Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu habeas corpus ao ex-secretário da Casa Civil de Mato Grosso, Paulo César Zamar Taques. Ele estava detido desde a última sexta-feira no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) por conta de sua participação no esquema de grampos ilegais no Estado.

Na decisão, o ministro determinou envio de telegrama ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso para cumprimento da decisão. Após a chegada do documento, que é enviado eletronicamente, será expedido alvará de soltura. A expectativa é de que ele deixe a prisão apenas nesta sexta.

Paulo Taques havia sido preso por determinação do desembargador Orlando de Almeida Perri. Ele é apontado como um dos líderes do esquema de grampos ilegais no Estado.

Na decisão, o desembargador destacou que o ex-secretário grampeou por mais de 1 ano a ex-amante, a publicitária Tatiana Sangalli. Além disso, políticos, jornalistas, médicos também foram alvos de escutas ilegais.

O magistrado ainda pontuou que Paulo Taques estaria agindo para destruir provas relacionadas ao inquérito que apura o esquema no Estado. Perri colocou que o ex-chefe da Casa Civil estaria usando do prestígio político que ainda detém para interferir nas investigações.

Outros presos

A decisão em favor de Paulo Taques pode beneficiar outros presos pelos grampos ilegais no Estado. Os coronéis Evandro Lesco, Ronelson Barros, Zaqueu Barbosa e o cabo Gérson Luiz Correa Junior também ingressaram com medidas junto ao STJ.

Esquema

O esquema foi denunciado pelo promotor Mauro Zaque, ex-secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, à Procuradoria Geral da República. Zaque revelou que um grupo de policiais, que realizava investigações de crimes no Estado, inseria números alheios as investigações para serem grampeados.

Por conta do esquema, ainda estão presos os coroneis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e Ronelson Barros, além do cabo Gérson Correia. O tenente-coronel Januário Batista e o cabo Eucliedes Torezan também foram presos, mas conseguiram liberdade junto ao Tribunal de Justiça. Os dois decidiram colaborar com as investigações.

Fonte: FolhaMax


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