Pauta Jurídica

GRAMPOLÂNDIA 10/10/2017 12:00

Veto de Paulo Taques à compra de blindados deflagrou disputa com Mauro Zaque

Uma licitação indeferida pelo então Secretário da Casa Civil irritou o ex-secretário de Segurança dando início à queda de braço que terminou no escandalo dos grampos

Da Redação

O conflito entre os ex-secretários Paulo Taques (Casa Civil) e Mauro Zaque (Segurança Pública), que abalou o governo Pedro Taques (PSDB) durante o seu primeiro ano de mandato, teria se iniciado por conta de uma licitação indeferida para aquisição de dois carros blindados. A negativa partiu do ex-chefe da Casa Civil.

"Que em meados de março/abril de 2015, Zaque pediu a aquisição de dois carros blindados, para a SSP (Secretário e Secretário Executivo) ao CONDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico Social) que esse pedido estava sendo tratado na reunião quando Paulo Taques se ausentou por um instante para comunicar ao depoente que lhe orientou a indeferir o pedido; que nessa mesma época Zaque em conversas informais com o depoente falava que Paulo Taques estava fazendo coisa errada", diz trecho do depoimento do governador ao Naco em relação ao procedimento investigatório criminal instaurado contra o promotor de Justiça Mauro Zaque para apurar a suposta prática dos crimes de falsificação de documento público, prevaricação e denunciação caluniosa no “caso dos grampos”, que foi feita pelo próprio chefe do Palácio Paiaguás.

"Que com o indeferimento da aquisição dos veículos blindados o relacionamento entre Zaque e Paulo Taques, que já não era bom, evoluiu para uma crise; que mesmo com a crise continuaram cada qual em seu cargo e atribuição", complementa Taques admitindo que o caso gerou uma crise interna.

Outro ponto que acirrou de vez a queda de braço entre Paulo Taques e Zaque teria sido a demissão de todos os comissionados que tinham sido nomeados na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

"Que acrescenta que outro fato que desgastou o relacionamento entre Paulo Taques e Zaque foi um e-mail de Paulo Taques direcionado a todos os Secretários, por ordem do Governador, orientando que demitissem os servidores comissionados nomeados na administração anterior", conta o governador.

Pedro Taques também revelou que o atual secretário de Educação (Seduc), Marco Marrafon, teria presenciado Mauro Zaque criticando Paulo Taques, inclusive com aquisição de dinheiro ilícito.

"Que naquela mesma época o Secretário Marco Marrafon afinou ao depoente que Zaque, quando estava no Lago do Manso, teria feito críticas a Paulo Taques colocando em dúvida sua honestidade, apontando, inclusive, para um barco que segundo ele (Zaque), Paulo Taques teria adquirido com dinheiro ilícito; que o depoente falou para Marrafon colocar no papel o que não foi feito", disse Taques em depoimento.

Já em relação a saída de Mauro Zaque da Sesp, Taques ainda diz que Zaque chegou a pedir para ficar no cargo e para o governador "esquecer" a denúncia dos grampos telefônicos clandestino.

"Que diante dos acontecimentos em dezembro de 2015, quando o depoente retomou de sua viagem, Zaque lhe propôs esquecer toda aquela confusão com Zaqueu e Paulo Taques, afirmando que continuaria no cargo até porque Zaqueu sairia no final do ano; no entanto o depoente não concordou e pediu o cargo de SSP ao representado, em razão das intrigas e fofocas, tendo assumido em seu lugar Fábio Galindo", disse Taques ao Naco.

Fonte:Diário de Cuiabá


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