Pauta Jurídica

ABUSO DE MENOR 05/01/2018 12:56

Policial que coordenava escola militar em Cuiabá é condenado por abusar de alunas

Policial se aproveitava da função para assediar e abusar das alunas, segundo o MPE. Ele encaminhava mensagens eróticas para meninas e abusou sexualmente dela nas dependências da escola.

Da Redação

Um policial militar de 45 anos foi condenado a quatro anos e nove meses de prisão em regime semiaberto por abusar sexualmente de duas alunas do Colégio Militar Tiradentes, em Cuiabá, em 2015, período em que atuava como coordenador da unidade de ensino.

Alecssandro Leandro da Silva foi condenado pelo juiz Wladys Roberto do Amaral, 11ª Vara Criminal Especializada Justiça Militar, no dia 5 de dezembro.

A condenação tem como base uma denúncia do Ministério Público Estadual (MPE). Na ação, o MPE argumenta que o policial se valia do cargo de coordenador, principalmente da hierarquia, para constranger e abusar sexualmente das alunas. Ele enviava mensagens de conotação sexual por meio de aplicativo de celular às vítimas. O réu ainda teria ameaçado a mãe de uma delas.

"O denunciado, aproveitando-se das facilidades e da confiança inerentes ao seu cargo de coordenador do Colégio Militar Tiradentes, escolhia sua vítima (menina e menor de idade), e passava a enviar mensagens com conotação sexual por meio de um aplicativo de celular, sendo que, em outras ocasiões, determinava que as alunas fossem até uma sala, onde se aproveitava da clandestinidade e abusava sexualmente delas, acariciando-lhes suas partes íntimas", diz trecho da denúncia.

O policial passou quase três meses preso, na Base Comunitária da PM, no Bairro Pedra 90, na capital, no ano passado, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva.

Mas em dezembro foi solto e irá cumprir a pena em regime semiaberto.

Uma das vítimas disse que a outra amiga lhe confidenciou que o subtenente da PM, à época coordenador da escola, enviava mensagens à ela dizendo que sonhava e que acordava pensando nela e que ele havia passado a mão na bunda dela.
 
Consta no processo que a vítima apresentou prints das conversas trocadas com o acusado. Em alguns trechos das conversas, ele diz: “não vou nem chegar perto, três coisas perigosas juntas hoje: você, agasalho, cabelo solto".

Os abusos foram confirmados pela outra vítima em depoimento prestado durante o inquérito policial militar. Perguntava se o policial já havia lhe assediado, ela respondeu que sim.

Segundo a ação, muito abalada emocionalmente, a adolescente contou que, em 2015, quando estava no 9º ano, ele lhe enviou mensagem pelo celular dizendo que ela era linda e que era uma das alunas mais bonitas da escola.

"Também a abraçou e passou a mão em seu corpo, acariciando entre suas pernas, instante em que entrou em estado de choque, tendo ele próprio pedido para que ela se retirasse do local, caso contrário ele cometeria algo do qual iria se arrepender", diz trecho da ação.
 
Além disso, o policial ainda pedia às alunas que não contassem a ninguém sobre o que ele falava com elas.

"(A vítima) asseverou que o réu lhe enviava mensagens durante a noite, sendo que, em algumas ocasiões, ele pedia para que ela apagasse os textos dizendo que 'o que é da noite fica na noite'. Relatou que o acusado, por meio das mensagens, lhe falava da vida dele, de sentimentos, bem como que tinha sonhos eróticos com ela", diz a denúncia.

Fonte: G1 MT


versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo