Pauta Jurídica

GRAMPOLANDIA 15/02/2018 10:02

Coronel Lesco e esposa são autorizados pelo STJ a se encontrar

O coronel PM Evandro Alexandre Lesco e a mulher Helen Christy Carvalho Dias Lesco não podiam manter contato

G1-MT

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Mauro Campbell Marques permitiu que o coronel da Polícia Militar Evandro Lesco, ex-chefe da Casa Militar de Mato Grosso, e a mulher dele, a personal trainer Helen Christy Carvalho Lesco, mantenham contato, segundo a defesa do casal. O processo tramita em sigilo.

Eles tinham sido proibidos de se aproximar pela Justiça porque os dois são réus no processo que investiga o esquema de interceptações telefônicas clandestinas, no governo do estado. O casal foi preso no ano passado e, atualmente, estão soltos, com medidas restritivas.

O advogado do casal, Stalyn Paniago, disse que o ministro reconheceu que houve equívoco na restrição de contato entre os réus.

"Na ocasião (da decisão), não verificou-se a condição de marido e mulher. Mas fiz o pedido e o equívoco foi corrigido e a decisão permitiu o contato entre ambos", afirmou. A decisão é de dezembro, mas só foi divulgada nesta quinta-feira (15).

Evandro Lesco e Helen foram presos no dia 27 de setembro, durante a Operação Esdras. Eles passaram mais de um mês na prisão e foram soltos, em 31 de outubro, por determinação do STJ.

Lesco confessou ter participado do plano para tentar afastar das investigações o desembargador Orlando Perri, que era relator do inquérito dos grampos no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Ele disse que a o plano foi criado por ele para beneficiar apenas a si mesmo. Afirmou que dava ordens ao sargento PM João Ricardo Soler e à mulher dele, Helen Lesco e que determinou a instalação de uma microcâmera na farda do tenente-coronel Costa Soares.

Quando teve a prisão decretada, Helen Lesco foi apontada pelo desembargador Orlando Perri como integrante de um "plano infernal" para prejudicar as investigações. Soares afirma que foi coagido a participar do plano.

Esquema de grampos
O esquema dos grampos clandestinos foi denunciado pelo promotor de Justiça Mauro Zaque, após ele deixar o comando da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp).

O esquema era operado por policiais militares por meio de um fictício Núcleo de Inteligência, numa suposta investigação sobre a participação de policiais em tráfico de drogas. Porém, a polícia pediu à Justiça a autorização para quebrar o sigilo telefônico de pessoas que não tinham nada a ver com essa apuração.

Os pedidos eram assinados pelo cabo Gerson, que na época era cedido ao Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Em maio, quando foi preso, o cabo já estava lotado na Casa Militar, e tinha entre as atribuições a tarefa de fazer a segurança do governador do estado.


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