Pauta Jurídica

CASO DANILO 09/03/2018 14:31

Preso em São Paulo mandante e assassino de personal trainer Danilo Campos

O empresário Guilherme Dias de Miranda e o seu amigo que atuou como pistoleiro Walisson Magno de Almeida estavam foragidos da Justiça e pretendia fugir do país

Da Redação

A Policia Civil de São Paulo, cumprindo mandado da Justiça de Mato Grosso, prendeu na manhã desta sexta-feira, 09, o  empresário, Guilherme Dias de Miranda, 34 anos e Walisson Magno de Almeida. Guilhemer é acusado de ser o mandante e Walison o executor da morte do personal trainer Danilo Campos, de 28 anos, assassinado em Cuiabá no início de novembro do ano passado.

As prisões foram confirmadas pela delegada Juliana Chiquito Palhares, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A polícia revelou ainda que os dois foragidos, que são amigos, já haviam comprado passagens para deixar o Brasil.

Segundo a polícia apurou, no dia do crime, a vitima foi seguida pelo executor e pelo mandante após sair da academia em que trabalhava, no bairro Goiabeiras. O personal trainer foi executado por volta da s 21H20, na avenida General Ramiro de Noronha, quando descia de seu carro em uma conveniência no bairro Cidade Alta.

Câmeras de segurança de prédios próximos registraram quando Walisson Magno e um comparsa pilotando uma moto se aproximaram do veículo da vítima. O garupa, identificado como sendo Walisson, fez os disparos com uma pistola, atingindo várias vezes a vítima indefesa, e fugindo em seguida.

Minutos depois, as imagens mostram o carro de Guilherme Dias passando lentamente pelo local como se verificasse que o pleno de assassinato tivesse dado certo.

Durante a investigação, a equipe da DHPP descobriu que o mandante do assassinato seria o marido de Ane Lise Hovoruski, de 29 anos, um das alunas de Danilo na academia de ginástica.

Mulher de Guilherme, Ane Lise teria tido ou ainda mantinha um relacionamento extraconjugal com o instrutor de ginástica, despertando ciúmes no marido.

Presa no Paraná há duas semanas, a mulher apontada como pivô do crime foi recambiada para Cuiabá. A prisão dela se deu porque no dia do crime, ela usou um aparelho de celular com um chip recém-adquirido para combinar um encontro com Danilo na conveniência onde ele acabou sendo executado. A mulher foi libertada poucos dias depois, após prestar novo depoimento sobre o caso.

Com a prisão de Guilherme Dias e do executor, que devem ser transferidos de São Paulo para Cuiabá ainda neste fim de semana, o caso fica definitivamente esclarecido.


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