Pauta Jurídica

FALSA MÉDICA 13/03/2018 09:23

Falsa médica que mandou matar prefeito de Colniza é denunciada pelo MPE

Acusada de assassinato, Yana Fois Coelho Alvarenga também foi denunciada pelo MPE por falsidade ideológica e exercício ilegal de medicina

Da Redação

Yana Fois Coelho Alvarenga, que se apresentava como médica pediátrica, e que é acusada pelo Ministério Público do Estado (MPE) de ter planejado o assassinato do prefeito de Colniza (1.100 km de Cuiabá), Esvandir Antônio Mendes, o “Vando”, terá que responder também por crimes de  falsidade ideológica e uso de documento falso.

O MPE e a Polícia Civil, descobriram que a mulher apresentou diploma de medicina e certificados de conclusão de residência médica na especialidade de pediatria irregulares. O diploma de colação de grau dela foi cancelado pela faculdade fluminense onde ela estudou medicina e os certificados usados por ela para ingressar na residência pediátrica foram adulterados grosseiramente. Com a documentação irregular, Yana Fois conseguiu ser contratada pela Prefeitura de Colniza em 2015 e passou a atender no  Hospital Municipal André Maggi, naquele município.

A polícia apurou que Yana Fois participou diretamente do planejamento da execução do prefeito de Colniza. O crime foi praticado como vingança pelo prefeito ter cancelado o contrato da falsa médica ao constatar que a documentação dela era irregular. A acusada está presa na Penitenciária Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

Foi apurado que, entre os anos de 2006 a 2007, a denunciada usou documento público falso para obter a transferência do curso de Medicina oferecido pelo InstitutoTocantinense Presidente Antônio Carlos Ltda para a Universidade de Iguaçu (UNIG), no Estado do Rio de Janeiro.

Durante as investigações, o MPE teve acesso a ofícios expedidos pelo Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Ltda, em julho de 2007, informando à Universidade de Iguaçu (UNIG) que os documentos utilizados pela referida acadêmica para efetivar a transferência  foram adulterados grosseiramente. Além de ter sido reprovada em quase todas as disciplinas do curso, consta na denúncia que ela havia desistido da graduação  antes de se transferir para o Estado do Rio de Janeiro.

Ainda, segundo o MPE, em março de 2008,o Reitor da Universidade de Iguaçu expediu Portaria, confirmando a  desconstituição de colação de grau de Yana Fois Coelho, com a consequente invalidação do Diploma de médica. O fato foi, inclusive, comunicado ao Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro.

“A denunciada se utilizou o Diploma invalidado, para o exercício ilegal da medicina, no Hospital Municipal André Maggi, entre os anos de 2015 a 2017, laborando, inclusive, no dia em que o então Prefeito de Colniza, Esvandir Antônio Mendes, veio a óbito”, diz a denúncia.


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