Pauta Jurídica

OPERAÇÃO BONUS 25/05/2018 17:07

Irmãos Taques vão continuar presos após desembargador liberdade

Presos há 16 dias, o0s irmãos Paulo e Pedro Jorge Taques, primos do governador Pedro Taques (PSDB) são suspeitos de facilitar esquema de desvio de dinheiro no Detran-MT

Da Redação

O ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, e seu irmão e sócio, Pedro Jorge Taques, devem permanecer presos por serem suspeitos de atuar em suposto esquema de pagamento de propina instalado no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT).

A decisão foi do desembargador José Zuquim, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que negou pedido de liberdade feito pela defesa dos acusados.

Outro lado

O advogado João Bosco Ribeiro Júnior, que representa a defesa dos irmãos, confirmou ao Ponto na Curva que ainda não teve acesso a decisão, mas afirmou que irá recorrer no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Operação Bônus

Eles estão presos desde o último dia 9, quando foi deflagrada a Operação Bônus, segunda fase da Bereré. Além deles, foram presos os empresários José Valter Kobori e Roque Anildo Reinheimer, além de Claudemir Pereira dos Santos.

A Bônus foi deflagrada após análise dos documentos apreendidos a primeira fase da Bereré e dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas, entre elas dos empresários José Henrique Ferreira Gonçalves e José Ferreira Gonçalves Neto, sócios da EIG.

Segundo o inquérito policial, uma suposta organização criminosa agia para desviar recursos do Detran por meio do contrato que o órgão tinha com a empresa EIG Mercados Ltda.

Após a operação, o Ministério Público Estadual (MPE) ofereceu denúncia contra os irmãos Taques e mais 56 pessoas, entre elas deputados, ex-políticos e empresários. Além de responderem por constituição de organização criminosa, os denunciados são acusados dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e fraude em licitação.

Na denúncia, foram apresentados 37 fatos ocorridos entre os anos de 2009 a 2016.

Estima-se, que foram pagos cerca de R$ 30 milhões em propinas. A denúncia apontou para três vertentes diversas de análises: movimentações bancárias entre os denunciados, entre denunciados com terceiros, apenas entre terceiros e entre os denunciados e servidores da Assembleia Legislativa. Todas as transações foram comprovadas na denúncia.

(Fonte:Ponto na Curva)


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