Pauta Jurídica

GRAMPOLÂNDIA 18/07/2019 14:35

Coronel Lesco denuncia ex-procurador Paulo Padro em esquema de grampos

Em depoimento em juízo, o coronel Evandro Lesco contou que os equipamentos usados nas escutas ilegais foram cedidos pelo Gaeco com autorização do chefe da PGJ na época, procurador Paulo Prado

Da Redação

O escândalo dos grampos ilegais à telefones de adversários e ou desafetos políticos do ex-governador Pedro Taques (PSDB), ganhou novas proporções nesta quinta-feira. O coronel Evandro Lesco, um dos principais militares acusados pelo Ministério Público Estadual (MPE) de ter operado o esquema de grampos, denunciou, em depoimento em juízo, que o ex-procurador geral de Justiça de Mato Grosso, Paulo Prado, tinha conhecimento integral da operação ilegal.

O caso agora se estabelece como um paralelo da "Vaza Jato", o esquema de ações combinadas de forma ilegal e imoral pelos procuradores da Operação Lava Jato com o ex-juiz da 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba, Sérgio Moro, atual ministro de Justiça e Segurança do governo de Jair Bosonaro (PSL), esquema denunciado pelo site The Intercept Brasil.

Conforme o coronel, além de Prado, outros procuradores também tinham conhecimento das escutas clandestinas utilizaram informações obtidas pela ação de espionagem feita sem autorização judicial.

Ainda segundo o coronel, as placas eletrônicas que permitem a interceptação de telefones utilizadas na central de espionagem clandestina, que foram repassadas pelo Coronel Celso Barbosa foram reconhecidas pelo cabo Gerson, que era o "engenheiro de sistemas" do grupo, como pertencentes ao Gaeco.

Os promotores teriam pedido que fossem interceptados os telefones da ex-primeira dama do estado, Roseli Barbosa, e da atual vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputada Janaína Riva (PMDB). Na época, apenas o pai de Janaína, o ex-deputado José Riva, e o marido de Roseli, o ex-governador Silva Barbosa, estavam sob investigação autorizada pela Justiça.

Procurado para falar sobre o depoimento do coronel Lesco, o procurador Paulo Prado afirmou que só irá se falar depois de conhecer a íntegra do depoimnento prestado pelo oficial militar ao juiz da Justiça Militar.


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