Polícia

DESAPARECIDA NA SÍRIA 06/12/2017 08:30

Cuiabana foi encontrada e está em segurança na embaixada brasileira de Damasco

Juliana Cruz não havia dado mais notícias desde que viajou no dia 14/11 para Damasco para conhecer um rapaz que encontrou na internet

Da Redação

A cuiabana Juliana Cruz, foi encontrada e levada para a embaixada brasileira em Damasco, na Síria, na manhã desta terça-feira (5). A informação foi repassada pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty). "O Ministério das Relações Exteriores, por intermédio da Embaixada do Brasil em Damasco, acompanha o caso de Juliana Aline Oliveira da Cruz desde o princípio e tem mantido contato permanente com a família da brasileira e com as autoridades sírias, que têm colaborado extensivamente com o governo brasileiro. Na manhã de ontem, 5 de dezembro, Juliana Cruz foi levada pelas autoridades sírias à Embaixada do Brasil em Damasco. Juliana Cruz encontrava-se bem e não tinha sinais de maus-tratos ou qualquer tipo de violência. Em respeito à privacidade da cidadã brasileira, o Ministério das Relações Exteriores não divulgará mais informações neste momento.", informou o Itamaraty. 

O Itamaraty  não confirmou onde a jovem estava quando foi localizada pela representação diplomática no País. O responsável pelas investigações no Brasil é o delegado Murilo Almeida Gimenes, do Núcleo de Inteligência da Polícia Federal.

A  funcionária da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM) estava desaparecida desde 29 de novembro, quando decidiu viajar sozinha para a Síria - país que enfretam uma guerra divil - para encontra um rapaz que conheceu em uma rede social na Internet. Desde o início do ano, a jovem mantinha constante contato com uma família e um grupo de jovens sírios.  

Apesar de ser alertada por amigos sobre o risco da viagem, a estudante de direito insistiu na aventura. Juliana inclusive publicou em sua própria rede social uma postagem sobre os alertas "Ainda vou ver gente se arrependendo pelo que fez e falou. Porque o mundo gira, hoje você pisa, amanhã eu te atropelo", teria postado a auxiliar administativa no dia 14 de novembro, quando embarcava para o Oriente, ainda no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. 

Após a família de Cuiabá, que não conseguiu mais contato com Juliana dois dias após a viagem dar queixa à polícia, o Ministério das Relações Exteriores e a Polícia Federal foram acionados para procurarem a brasielira que decidiu viajar sozinha para um dos países com um dos maiores índices de sequestro de mulheres no mundo. 

O caso

Juliana viajou para a Síria no dia 14 de novembro, às 3h30 (horário de Cuiabá) fez um "check in" no Facebook, informando que estava no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. No mesmo dia, às 8h54, fez outro "check in", dizendo que estava saindo com destino a Istambul, maior cidade da Turquia. Lá, possivelmente faria uma conexão e iria para Damasco.

De acordo com informações levantadas pela reportagem, Juliana desembarcou em solo sírio no dia 15 de novembro e entrou em contato, várias vezes, com a família. Mas dois dias após a chegada, a mãe não conseguiu mais falar com a filha. 

Um boletim de ocorrência foi registrado pela família no dia 29 de novembro, já que a jovem não retornou para o Brasil, como prometido.

Um país destruido pela guerra

Desde 2011, a Síria vive uma sangrenta guerra civil e sua população busca fugir do país para se salvar da violência. As Nações Unidas estima que 400 mil pessoas tenham sido vítimas do conflito e mais de 5 milhões fugiram do país. 

A guerra é fruto de uma disputa entre o governo sírio, liderado por Bashar al-Assad, grupos rebeldes e terroristas. O estado Islâmico (EI), nascido no vizinho Iraque, é um dos mais conhecidos e fortes.

A guerra devastou a capital Damasco, onde Juliana Cruz foi encontrada, e cidades como Alepo e Homs, ainda dominada pelo EI, grupo acusado de praticar frequentes sequestros de mulheres para transforma-las em escravas sexuais, consideradas importantes moedas de negócios entres os rebeldes sírios.

Fonte: Circuito MT


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