Polícia

CRIME EM VÁRZEA GRANDE 26/01/2018 11:09

Pai é preso suspeito de matar filha de 2 meses e diz que 'se irritou porque a filha chorava muito', diz polícia em MT

Criança morreu em janeiro de 2017, depois de supostamente ter sido asfixiada quando dormia com os pais na mesma cama. Polícia descobriu que bebê foi agredida pelo pai e morreu por hemorragia cerebral.

Da Redação

Um homem foi preso na manhã desta sexta-feira (26) suspeito de ter assassinado a filha dele, de 2 meses, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Segundo a Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Leo Marui Melgar, de 27 anos, confessou o crime e disse que matou a filha porque ‘se irritou com a menina que chorava muito’.

Leo foi preso em Sinop, a 503 km de Cuiabá, onde ainda será interrogado pela Polícia Civil. Depois, ele deve ser encaminhado para a Penitenciária Osvaldo Florentino Leite Ferreira (Ferrugem) em Sinop.

Ele confessou o crime, alegou que estava sob efeito de drogas e se irritou porque a filha chorava muito.

De acordo com a DHPP, o crime ocorreu no dia 23 de janeiro de 2017 em Várzea Grande. Na época, os pais levaram a filha, Lilian Marui Melgar, e 2 meses de idade, no Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (PSMVG). A menina estava inconsciente.

Os pais, naquele dia, disseram que ela havia sido asfixiada acidentalmente quando os três dormiam juntos em uma mesma cama. Em um primeiro momento, a mãe afirmou ter verificado que o pai dormia por cima da criança, impossibilitando sua respiração.

Com a saúde em gravidade, o bebê foi transferido para o Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC), mas não resistiu e morreu logo em seguida. Depois da morte da filha, os pais não foram mais vistos em Cuiabá e em Várzea Grande.

O delegado responsável pela investigação, Frederico Murta, da DHPP, afirmou que ao decorrer das investigações surgiram fortes indícios de que o fato, inicialmente tratado como acidente, poderia ser, na realidade, homicídio.

A polícia conseguiu provas e testemunhas que apontaram que Lilian foi gravemente agredida pelo pai. A causa da morte seria hemorragia cerebral.

A Polícia Civil representou pela prisão temporária do suspeito, que foi expedida pela 1ª Vara Criminal de Várzea Grande.
 
Leo não tinha passagens criminais e deu entrada recentemente em uma clínica de recuperação para dependentes químicos, mas fugiu do local.

Fonte: G1 MT
 


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