Polícia

LAVAGEM DE DINHEIRO 01/03/2018 08:07

PF desbarata lavagem de dinheiro com compra de fazendas em Primavera do Leste

Para a PF, organização criminosa da tríplice fronteira usava fazendas e o agronegócio em Mato Grosso para "lavar" dinheiro de atividades ilegais

Da Redação

Um grande esquema de lavagem de dinheiro com aquisição de terras em Primavera do Leste e Paranatinga foi desmontado pela Polícia Federal. Deflagrada na manhã desta quinta-feira,01, a Operação Tamareira, promove ações de busca e apreensão em Mato Grosso e no Paraná, na região da chamada Tríplice Fronteira. Não há mandados de prisão, mas pode ocorrer detenções em flagrante por outros crimes, como porte ilegal de armas ou drogas, por exemplo.

Em Mato Grosso, os alvos são empresários e testas-de-ferro da organização criminosa em Primavera do Leste (240 km de Cuiabá) e Paranatinga (411 km ao nordeste da capital). Já no Paraná, base das investigações e da quadrilha, os alvos estão localizados em Foz do Iguaçú e em Cascavel. Ao todo, estão sendo cumpridos 20 mandados de busca e apreensão. Seis mandados devem ser cumpridos em Mato Grosso.

No início da operação, agentes da Polícia Federal apreenderam em uma casa em Foz do Iguaçú, milhares de dólares e em uma fazenda em Primavera do Leste foi apreendida uma grande carga de agrotóxico ilegal. O suposto proprietário da fazenda em Mato Grosso não foi localizado pelos policiais.

Segundo as poucas informações liberadas pela PF até o momento, os investigados são empresários que atuam na tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai e que se associaram para operar um pesado esquema de lavagem de dinheiro oriundo de várias práticas criminosas. O grupo já teria comprado pelo menos 12 fazendas na região de Primavera e Paranatinga, sempre pagando à vista e em dinheiro vivo sem origem comprovada.

A entrada de grandes somas em dinheiro sem origem comprovada na rede bancária de Primavera do Leste a partir de 2015 chamou a atenção da Polícia Federal, que fez a conexão do dinheiro com o grupo de empresários do Paraná. O grupo atuavam como um fundo informal de investimento, aplicando recursos de atividades ilegais em propriedades rurais a fim de "lavar o dinheiro" com as atividades do agronegócio.


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