Política

GREVE GERAL 30/06/2016 08:20

RGA de 7,36% é aprovada na AL e servidores decidem manter greve

Os servidores chegaram a mostrar dinheiro aos deputados como se estivessem oferecendo 'esmola'.

Fernanda Leite

Da redação

A Assembleia Legislativa aprovou nesta quarta-feira (29) po 13 a 9, o projeto de lei do governo do Estado, que define a forma de pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos, em greve desde o dia 31 de maio.

Foi aprovado o substitutivo integral apresentado pelo governador Pedro Taques (PSDB), que fixa o índice de 7,36% dos 11,28% da RGA a serem pagos em 3 parcelas, sendo 2% em setembro deste ano e 2,68% nos meses de janeiro e abril de 2017.

Antes ser votado em plenário, o substitutivo do governo foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) por 3 a 2, e posteriormente, na Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, por 3 votos a 2.

O substitutivo integral do deputado Zeca Viana (PDT), que previa o pagamento integral da reposição de 11,28% - parcelado em 9 vezes foi reprovado na CCJ por 3 votos a 2. Somente Viana e Sebastião Rezende foram favoráveis a mensagem.

Confira como votou cada deputado

Votaram a favor - 13

Guilherme Maluf (PSDB), Wilson Santos (PSDB), Mauro Savi (PSB), Oscar Bezerra (PSB), Pedro Satélite (PSD), Eduardo Botelho (PSB), Dilmar Dal’ Bosco (DEM), Baiano Filho (PSDB), Max Russi (PSB), Zé Domingos (PSD), Gilmar Fabris (PSD), Nininho (PSD) e Wagner Ramos (PSD).

Votaram contra - 9

Pery Taborelli (PSC), Zé Carlos do Pátio (SD), Sebastião Resende (PSC), Janaina Riva (PMDB), Zeca Viana (PDT), Silvano do Amaral (PMDB), Emanuel Pinheiro (PMDB), Leonardo Albuquerque (PSD) e Wancley Alves (PV).

Apenas o deputado Romoaldo Jr. (PMDB) não estava presente.

O primeiro-secretário da Casa, Nininho foi vaiado por diversos momentos. Exaltado porque não conseguiu concluir seu discurso. Ele xingou os servidores de baderneiros. Confira o vídeo

O presidente do parlamento, Guilherme Maluf (PSDB), chamou a segurança da Casa e policiais militares, se caso, os servidores não parassem com as vaias, seriam retirados para fora da galeria do plenário.

O presidente Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e do Meio Ambiente do Estado de Mato Grosso (Sisma), Oscarlino Alves, disse que as categorias irão consultar suas bases e assembleias individuais serão realizadas nos próximos dias.

Ele antecipa que a greve continua. "Eu marquei para às 14h a assembleia de sexta-feira (1), iremos protocar ações no Supremo Tribunal Federal (STF), iremos buscar todas as formas para que o governo pague o que é de direito".

Zeca Viana lamentou a reprovação de usa proposta. "Infelizmente não conseguimos. Quero dizer a vocês que continuem lutando".

Ele citou trecho da decisão liminar do desembargador Juvenal Pereira da Silva. "Aquele que não luta pelo seu direito, não e digno dele."

Zeca criticou que não está tendo acesso ao Fiplan (Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Estado).

Ele acusou o governo de cometer corrupção e questinou o Ministério Público do Estado (MPE) por não tomar medidas, especialmente dentro da Casa Civil.  

Os servidores chegaram a mostrar dinheiro aos deputados como se estivessem oferecendo 'esmola'.

Maluf avalia que a Assembleia fez seu papel e coloca que os servidores deveriam receber os 11,28%, porém, a crise não permite. " A AL votou a mensagem e agora o Executivo deve se relacionar com os servidores através da Justiça". Ele falou que os servidores foram exagerados com as vaias.

Ele reconheceu que a AL votou muitos aumentos salariais no passado, mas, hoje a decisão foi para redução de gastos.

(Fonte:Gazeta Digital)

 


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