Política

HOMICÍDIO QUALIFICADO 06/05/2017 09:26

Vereador de Novo Mundo é preso acusado de assassinato

O vereador Marcos Bessa (PSD) seria o autor dos disparos que matou o garimpeiro José Plínio, 54 anos, dentro de sua própria casa. O crime teria sido causado por desentendimento por causa de uma dívida

Da Redação

O vereador do município de Novo Mundo (745 km ao norte de Cuiabá), Marcos Antonio Bessa, e Maurício Alexandrino de Souza foram presos por ordem da Justiça. Os dois são acusados de participação no assassinato de José Plínio Fernandes da Silva,54 anos, morto a tiros dentro de sua própria casa na quinta-feira, 04.

A prisão foi feita por uma equipe de agentes da Delegacia de Polícia Judiciária Civil em cumprimento a dois mandados de prisão temporária por homicídio qualificado, em desfavor dos autores do crime.

As ordens judiciais de prisão foram solicitadas pela Polícia Civil após a identificação da participação de ambos no homicídio praticado contra José Plínio.

O crime ocorreu na residência da vítima, que foi atingida por quatro disparos de arma de fogo. Conforme testemunhas, os suspeitos chegaram na casa em um automóvel Gol de cor branca e chamaram por José Plínio. Depois de alguns minutos de conversa, José Plínio foi alvejado e os autores fugiram do local.

Ao ser socorrida, a vítima revelou que o "vereador Marquinhos" era quem havia efetuado os disparos. José não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do posto de saúde municipal. O homicídio teria sido motivado por uma dívida entre o vereador e a vítima, que era garimpeiro.  

Diante dos fatos, os policiais civis e militares iniciaram diligências para localizar os dois envolvidos na ação criminosa.

De acordo com o delegado de polícia à frente do caso, Geraldo Gezoni Filho, ainda na noite de quinta-feira (4), foram tomados depoimentos dos familiares da vítima e testemunhas, sendo imediatamente instaurado inquérito policial de natureza homicídio qualificado, para investigar a ocorrência.

Com base nos indícios de autoria, os dois envolvidos tiveram as prisões temporárias (de 30 dias) representadas pela Polícia Civil, e deferidas pelo juízo competente da Comarca de Guarantã do Norte.

Na delegacia, os suspeitos alegaram que tiveram uma breve discussão, com troca de ofensas instantes antes, e que a vítima estava armada até o momento em que a arma foi tomada por um dos investigados que efetuou os disparos, após entrarem em vias de fato.

“A prisão temporária de 30 dias é necessária para o melhor andamento das investigações, e constatação de possível participação de outras pessoas, bem como apurar a motivação do homicídio”, completou o delegado de polícia Geraldo Gezoni Filho.
 


 

 

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