Política Estadual

QUEDA DE BRAÇO 12/10/2017 09:38

Sindicato denuncia atraso salarial e vai processar governo de MT

A direção do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal do Estado de Mato Grosso (Sintap) informou que vai acionar o governo do Estado na Justiça por causa da data de pagamento dos salários que passou a ser no 10º dia de cada mês e não mais no último dia útil do mês trabalhado como era anteriormente.

Da Redação

 Em nota a entidade classista informa que atrasos salariais têm sido constantes e por isso a direção decidiu que na próxima semana vai protocolar uma ação de obrigação de fazer contra o Estado.

“A decisão foi tomada na manhã desta quarta-feira (11), data em que ainda não havia sido depositado o salário dos servidores do Intermat e do Indea que compõem sua base tendo apenas a promessa do governo de que pagaria ao longo do dia 11”, diz o Sintap em nota.

Ainda conforme o Sintap, a medida se faz necessária “pelo fato de os servidores estarem, apesar de prejudicados com a mudança de data de pagamento, cumprindo o compromisso de trabalhar diariamente mesmo, muitas vezes, sem condições de trabalho para que o Estado não pare e têm ajudado Mato Grosso a arrecadar”.

Argumenta que com a volta da identificação da madeira feita desde julho pelo Indea já conseguiu trazer aos cofres públicos mais de R$ 5,5 milhões enquanto o Intermat aguarda concurso para fortalecer seu efetivo de servidores para ajudar ainda reaver o ativo de R$ 500 bilhões em terras que o Estado possui.

“Então, é estranho que a crise esteja cada vez mais grave e que o servidor, que tem apenas seu salário para sobreviver, seja sempre o mais penalizado por conta da efetiva falta de gestão”, questiona o Sintap.

Conforme os líderes sindicais ligados ao Sintap, dizem lamentar que a única forma de combate seja jurídica uma vez que, segundo eles, “diálogo quase nunca é feita pelo governador, que se limita a emitir notas que o salário não vai sair na data combinada somente na tarde do dia em que disse que faria os pagamentos deixando os servidores sem perspectivas de uma vida tranquila e de contas pagas”.

Fonte: Gazeta Digital


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