Política Estadual

SALÁRIOS ATRASADOS 30/01/2018 09:12

Pedro Taques não dá garantia de pagamento de salários do funcionalismo público

Segundo o governador de Mato Grosso, o pagamento da folha salrial depende do fluxo de caixa porque ele “não faz dinheiro”

Eduardo Gomes

Da Redação

“Eu não faço dinheiro: quem faz é a União Federal. O que faço é trabalhar com fluxo de caixa”. Assim o governador Pedro Taques (PSDB) respondeu aos jornalistas que o questionaram sobre pagamento da folha salarial deste mês de janeiro, na coletiva de improviso que concedeu ontem, após vistoriar a obra do pronto-socorro municipal de Cuiabá, no bairro Ribeirão do Lipa, acompanhado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (PSB) e o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).

Taques insistiu que há bastante tempo Mato Grosso enfrenta grave crise financeira de dimensão nacional – talvez a maior do país, enfatizou - o que em alguns casos compromete a liquidez do governo. O governador foi evasivo sobre data do pagamento da folha salarial dos servidores e quanto à possibilidade de escalonamento da quitação da folha, observando o critério da prevalência do menor para o maior salário. “Cumpro a nossa Constituição do Estado, que estipula o dia 10 subsequente ao mês trabalhado, para o pagamento salarial”, tentou resumir o questionamento.

Repórteres bateram na tecla da data para quitação da folha salarial. Taques argumentou que ainda (ontem) teria 12 dias para efetuar o pagamento aos servidores ativos, inativos e aposentados, mas não definiu prazo. “Dependo do fluxo de caixa”, justificou sua recusa em definir quando o dinheiro do servidor do governo será creditado em sua conta bancária.

O arrocho provocado pela crise, que é nacional, deixa o servidor em alerta e prejudica a pontualidade no repasse do duodécimo. Na sexta-feira, 26, Taques reuniu-se no Palácio Paiaguás com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Rui Ramos; com Eduardo Botelho; e os chefes do Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Contas do Estado para discutir o assunto. “Chegamos ao entendimento. Todos eles (os participantes da reunião) são homens públicos sérios e entenderam a situação”, salientou o governador.

O entendimento entre os poderes e os órgãos que recebem duodécimo estabelece que o repasse integral e pontual aconteça a partir de maio. Porém, até lá, todas as folhas de pagamento, incluindo a do governo, terão recursos assegurados.

Taques não economizou palavras para abordar a crise, mas não foi pessimista. Reconheceu que ela dificulta a administração, mas salientou que continua executando obras e desenvolvendo projetos sociais. “Estamos aqui, agora, nessa grande obra, que está adiantada. Sabe quem mais põe dinheiro nela? É o nosso governo – respondeu – e nós estamos absolutamente em dia com nossos compromissos aqui.

Ao destacar que investe na construção do pronto-socorro um repórter lhe perguntou sobre a situação dos hospitais filantrópicos. Taques reconheceu a importância deles e das Santas Casas, citando a de Cuiabá, que tem 200 anos, e a de Rondonópolis. “Eu nasci num hospital filantrópico, o Santa Helena, em Cuiabá, no distante ano de 1968. Nós devemos que valorizá-los, mas temos que priorizar os hospitais públicos como esse”, resumiu.


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