Turismo

02/08/2013 15:42

Asfalto na MT-100 também deve dinamizar turismo

O local que já foi o fim do mundo (literalmente) se prepara para integrar-se ao desenvolvimento. A expectativa é da região que compreende os municípios situados entre Barra do Garças e Alto Araguaia. Ali, desde 2002 se trabalha para transformar o domo Araguainha num ponto turístico. Os moradores, inclusive, viram ressurgir a proposta com o lançamento das obras de asfalto da MT 100, pelo governador Silval Barbosa.

Além de colocar a produção regional na plataforma da ferronorte economizando 500 km de viagem, vai possibilitar a dinamização do turismo regional, principalmente entre Ponte Branca e Araguainha.

As duas cidades estão numa cratera de no mínimo 40 quilômetros, que até agora só atraiu renomados cientistas (da Alemanha, Inglaterra, França, Suiça e lógicamente de outras regiões do Brasil) e piratas. Os primeiros para estudar o fenômeno e os outros, de olho nas estranhas pedras retorcidas que brotaram do centro da terra para contrabandeá-las e vendê-las a colecionadores por um preço mínimo de 30 euros (R$ 90,00).

Poucos se recordam e a maioria da população de Mato Grosso desconhece que ali existe o mais importante Sítio Geológico Nacional, reconhecido pela UNESCO, o Domo Araguainha. Quem vê a estranha paisagem nem sempre sabe que contempla o resultado de um impacto profundo provocado há 265 milhões de anos, pela queda de um meteoro de 2.800 metros, a uma velocidade de 60 km por hora que provocou efeito da explosão de 1.700 bombas atômicas como a que destruiu Hiroshima.

O impacto é registrado como uma das sete ocorrências de extinção da biodiversidade: o fim do mundo.O asfalto da MT 100, que irá cortar o parque, é o suficiente para a inclusão da região num roteiro que vai extrapolar os interesses científicos, permitindo uma fiscalização mais efetiva para evitar o contrabando de pedras e gerar emprego e renda para Ponte Branca e Araguainha.

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