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20 de abril de 2024 7:41 am

Assassino de Marcelo Arruda vai cumprir prisão domiciliar

O terrorista bolsonarista que matou sindicalista do PT durante sua festa de aniversário em Foz do Iguaçú não ficará em um presídio se esperava, mas sim em casa monitorado por tornozeleira
Jorge Guaranho é descrito pelo MPE/PR como um indíviduo de "personalidade conflituosa, beligerante e intolerante" (Foto:Perfil Facebook Jorge Guaranho)

Da Redação

Com informações do UOL

A Justiça do Paraná converteu a prisão preventiva do assassino Jorge José da Rocha Guaranho em prisão domiciliar por 90 dias.Guaranho é o bolsonarista fanático que assassinou o guarda municipal Marcelo Arruda, que comemorava seu aniversário de 50 anos com uma festa decorada com as cores, símbolos e bandeiras do Partido dos Trabalhadores.

O homicida, que recebeu alta do hospital em que se recuperava dos tiros de defesa disparados por Marcelo Arruda, passará a aguardar o andamento do processo no conforto da própria casa, cercado pela família e amigos. Guaranho será monitorado apenas por uma tornozeleira.

Na tarde desta quarta-feira, 10, ele teve alta do hospital Ministro Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu (PR).

A previsão inicial era de que ele seria transferido para o Complexo Médico Penal em Pinhais, na região metropolitana da capital Curitiba, assim que recebesse alta. No entanto, a decisão da Justiça foi alterada.

Conforme se apurou junto a 3ª Vara Criminal de Foz do Iguaçú, a direção do coplexo prisional informar não ter condições para receber o detento devido ao seu “grave quadro clínico”.

O juiz Gustavo Germano Francisco Arguello, da 3ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu, criticou a demora da unidade prisional para informar não ter condições para receber Guaranho. “Não bastasse a absurda situação de se constatar a total incapacidade técnica do Estado em cumprir a ordem judicial que decretou a prisão preventiva do réu, tem-se a inacreditável omissão em comunicar tempestivamente a sua inaptidão”, cita o magistrado, em um dos trechos da decisão.

COMPLEXO MÉDICO DE FACHADA

O relatório encaminhado pela direção do Complexo Médico Penal de Pinhais enviado ao juiz da 3ª Vara Criminal de Foz informa que os cuidados de saúde que o preso exige “são incompatível com as condições estruturais apresentadas por este Complexo Médico Penal”. A informação soa ridícula já que a unidade é um dos mais modernos centros médicos penais do país. Os tais cuidados médicos com Paranhos que seriam “incompatíveis” com a estrutura do complexo prisional seriam o acompanhamento fisioterápico, nutricional e neurológico do detento em recuperação.

A recusa do complexo em receber Guaranho levou o magistrado a conceder-lhe o benefício da prisão domiciliar, “até que seja possível eventual remanejamento do réu para estabelecimento adequado”. Guaranho só poderá se retirar da sua casa em caso de necessidade de atendimento médico e não deverá sair da cidade sem prévia autorização judicial.

Para o Ministério Público, as desculpas da direção do DEPEN/PR são totalmente improcedentes. Segundo o promotor Luis Marcelo Mafra Bernardes da Silva, apesar de o estado de Guaranho ainda inspirar cuidados médicos, “não há, como quer crer o DEPEN/PR, risco iminente de morte do requerente”. O promotor também alega que a prisão não possuir os serviços necessários para recuperação do policial é um “absoluto descaso” do Estado do Paraná.

Marcelo Arruda comemorava seu aniversário com a família e amigos quando foi atacado e mortalmente ferido pelo bolsonarista Jorge Guaranho (Foto: Arq.da Família)

OFENSA À VÍTIMA

Para a família de Marcelo Arruda, a decisão que favorece o “terrorista” Jorge Guaranho “é uma ofensa à memória da vítima e um menosprezo à dor dos familiares”.

Formalmente, representantes legais da família de Marcelo Arruda, emitiram uma nota repudiando e criticando a decisão da Justiça de conceder prisão domiciliar à Guaranho. “Entendemos que é uma decisão absurda, uma vez que é público e notório que o Estado tem condições de fornecer tratamento médico a presos, especialmente no Complexo Médico Penal”, afirmam os  advogados em nota conjunta.

Também por meio de uma nota pública, Leonardo Miranda de Arruda, filho do petista assassinado, manifestou seu desapontamento com a Justiça. “O governo não se mostra preparado para receber um ‘preso’ em uma Clínica Médica Penitenciária por não conseguir oferecer estrutura suficiente. Após ter cometido tamanha barbárie e acabado com a vida de um pai de família, o assassino ficará em casa, curtindo o dia dos pais com seu filho, se ‘recuperando'”, escreveu.

Com fragmentos de projétil de arma de fogo alojado na cabeça, o policial penal foi atingido por tiros na boca, braços, perna esquerda e de raspão no pescoço, segundo informações passadas a imprensa pelos advogados do assassino. O policial penal ainda sofreu uma fratura no maxilar que teria sido causada por agressões que sofridas de terceiros após ser baleado por sua vítima, já ferida mortalmente, quando ele tentava fugir do local.

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