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26 de maio de 2024 2:03 pm

Deputados voltam a discutir sobre PCHs no rio Cuiabá

Mato Grosso não precisa de mais usinas hidrelétricas já que produz eletricidade com folga e exporta 20% do que é gerado no estado
Rio Cuiabá:segundo rio mais importante da bacia do pantanal em Mato Grosso está sob ameaça com projetos de PCHs

Da Redação

O projeto de lei que proíbe a instalação de usinas hidrelétricas no rio Cuiabá voltará à pauta de discussões da Assembleia Legislativa na sessão desta quarta-feira, 04. De autoria do deputado Wilson Santos, o projeto – que tramita em regime de urgência urgentíssima que acelera a sua votação – visa impedir que empresas privadas ou o governo instale as chamadas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ao longo do já ameaçado e degradado Rio Cuiabá.

O deputado argumenta que a implantação de PCHs no rio Cuiabá poderá levar à exaustão a sua fauna e afetar de forma ainda mais grave a já escassês hídrica do pantanal. Wilson Santos destaca ainda que rio possui atualmente apenas uma Area de Preservação Permanente (APP) de meros 16 mil hectares ao longo de seus 828 km de extensão. “E desta pequena área, mais de 2 mil ha já se encontram degradados pela intervenção humana”, critica o parlamentar.

Santos lembra que na Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema-MT) tramitam cerca de 30 projetos para instalação de PCHs no rio Cuiabá. Conforme o deputado, esses empreendimentos são um alto risco para o futuro do rio e do pantanal.

“Esse tipo de usina exige a construção de barragens que impõe represamento do leito natural, alagamentos de grandes áreas com impactos irrecuperáveis na fauna, na flora. Também acarretam a destruição da vegetação natural, alteração radical da paisagem, assoreamento do leito dos rios, desmoronamento de barreiras, extinção de certas espécies de peixes e torna o ambiente propício à transmissão de doenças. Não queremos que isso ocorra com o nosso rio Cuiabá, com o nosso pantanal”, diz o deputado.

“A Bacia do Rio Cuiabá é importante na formação do Pantanal Mato-grossense e para outras partes do Brasil e do mundo. Mas, sobretudo, é muito importante para a sobrevivência de cerca de 75% da população do estado de Mato Grosso e para os trabalhadores da pesca. Temos que preservá-lo”, insiste Wilson Santos.

Ainda conforme o deputado, Mato Grosso não precisa de mais de PCHs ou usinas hidrelétricas. Atualmente, o estado já produz o suficiente para seu consumo interno e ainda exporta para outras regiões cerca de 20% da energia elétrica gerada em seu território . Santos lembra ainda que há outras fontes de geração de energia elétrica menos impactantes ambientalmente que podem ser instaladas no estado como os parques solares de geração de eletricidade e a usinas termoelétricas a gás natural.

“Estamos na era da energia fotovoltaica, a energia solar. Sabemos que se trata de recurso limpo, de fácil captação e fonte inesgotável. Mato Grosso é um estado com oferta de ‘sol intenso’ todo o ano. Portanto, acredito que o poder público deveria investir neste caminho, talvez até ofertando com linhas de crédito ou incentivos à população e empresas interessadas. Espero que o PL 957/2019 seja colocado em votação o quanto antes pelo presidente desta Casa de Leis e que meus nobres pares votem por sua aprovação”, concluiu o deputado.

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