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16 de abril de 2024 5:15 am

Governos estaduais receberão primeiro lotes da vacina Sputnik V

Os governos dos estado que adquiram lotes da vacina Sputnik V serão os primeiros a receber os imunizantes. O laboratório que produz a vacina russa contra a Covid-19,  anunciou que os imunizantes serão entregues primeiro aos governadores e não ao Governo Federal.

As encomendadas feitas pelo governo federal serão entregues depois, é o que informa a coluna do jornalista Guilherme Amado na revista Época.

Segundo o jornalista, governadores suspeitam que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) demora em aprovar o imunizante para que Jair Bolsonaro não passe um novo constrangimento na compra de vacinas.

Boicote Idológico

A Anvisa, sob ordens do Palácio do Planalto, segue boicotando a liberação da vacina russa Sputnik V. A agencia enviou na sexta-feira, 16, a Supremo Tribunal Federal (STF) documento em que alega a existência de supostos “pontos críticos” relacionados à qualidade, eficácia e segurança da Sputnik V.

Segundo o documento encaminhado ao STF, os dados técnicos sobre a vacina russa seriam insuficientes e que por isso, não seria possível fazer uma análise completa da Sputnik V.  “Verifica-se que até o momento não há dados suficientes para se realizar uma análise de benefício-risco positiva sobre a vacina Sputnik V. Também não há relatório de análise disponível por autoridade internacional que dê suporte ao uso da vacina”, escreveu a Anvisa.

As alegações inconsistentes da Anvisa esbarram na realidade dos fatos e evidenciam um processo de postergação na licença para uso da vacina com viés puramente político-ideológico.

A vacina russa Sputnik V contra a covid-19 foi o primeiro imunizante contra o novo coronavírus a ser registrado no mundo, ainda em agosto de 2020. De acordo com resultados de estudos clínicos publicados em fevereiro na revista médica The Lancet, a Sputnik V tem eficácia de 91,6%.

Ao contrário do que diz a Anvisa, até agora o imunizante russo foi aprovado em 60 países, sendo a segunda vacina mais aprovada por órgãos sanitários no mundo. Diversos países sul-americanos aprovaram o imunizante, incluindo México, Argentina, Bolívia, Venezuela e Paraguai.

A vacina russa só não presta para imunizar brasileiros, conforme sinaliza as restrições levantadas pela Anvisa sob orientação do presidente  Jair Bolsonaro.

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