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16 de abril de 2024 4:11 am

Grupo de empresários bolsonaristas quer encontro com Lula

Com a agenda de campanha cheia, Lula ofereceu aos empresários a oportunidade de se reunirem com seu candidato a vice, Geraldo Alckmin
08/04/2022 REUTERS/Carla Carniel

Da Redação

A grande frente de Lula sobre Bolsonaro nas pesquisas começa a por abaixo a resistência dos núcleos mais duros do bolsonarismo entre o empresariado. Um grupo de empresários que já apoiaram – ou ainda apoiam – Jair Bolsonaro (PL) passou a fazer acenos ao ex-presidente Lula, segundo o Estado de S. Paulo. Empresários da Associação Brasileira dos Lojistas de Shoppings e outras grandes empresas pediram um encontro com Lula, líder na corrida pela Presidência da República e pode vencer o pleito já no primeiro turno.

Reunidos no Instituto Unidos Brasil, fundado em 2020, o grupo é o principal alimentador das pautas defendidas pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo. O instituto promove eventos com políticos, sobretudo bolsonaristas”.

Fazem parte do grupo como colaboradores Flávio Rocha (Riachuelo), Alberto Saraiva (Habib’s), José Carlos Semenzato (do setor de franquias) e o ex-PM Washington Cinel (fundador da Gocil). Também apoiam o grupo o empresário Tomé Abduch, do movimento Nas Ruas e candidato a deputado estadual em São Paulo pelo PTB, e Salim Mattar, fundador da Localiza e ex-secretário de Desestatização de Bolsonaro.

De acordo com a reportagem, a declaração do petista na semana passada, durante evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), sobre a necessidade de uma reforma administrativa “animou o grupo”. Na ocasião, o ex-presidente também falou na “desoneração da produção”.

Presidente do Instituto Unidos Brasil e da Associação Brasileira dos Lojistas de Shopping, Nabil Sahyoun afirmou que “Lula, orientado, talvez conversando com seus futuros ministros e principalmente o da Economia, sentiu que a desoneração é uma questão irreversível. Dezessete segmentos foram desonerados, e agora a gente precisa desonerar os demais. O presidente que receber uma herança de 12 ou 13 milhões de desempregados tem de fazer alguma coisa. Eu acho que o Lula acabou voltando atrás, está sendo coerente nas posições, e a gente torce para que ele mantenha isso caso seja presidente”.

O presidente da União Geral do Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, tem dialogado com Lula para convencê-lo a participar de uma sabatina do Instituto Unidos Brasil, em setembro, em São Paulo, além de incluir na agenda um encontro reservado com os empresários.

O grupo enviou a Lula uma carta em 11 de junho, assinada por Sahyoun e pelo presidente da Associação Brasileira de Supermercados, João Galassi, convidando-o para a sabatina. O encontro ocorreria durante a 56.ª convenção nacional do setor. Outros presidenciáveis também foram convidados.

proposta é de que Lula fale por dez minutos e depois responda a perguntas dos empresários.

O petista alegou incompatibilidade de agenda e ofereceu que seu candidato a vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), participe do encontro em seu lugar. A assessoria do ex-presidente afirmou que ainda não está definido se o petista irá, ou não, à sabatina.

Sahyoun destaca que a aproximação com Lula é importante para garantir o diálogo do setor com o próximo governo. “O setor empresarial quer dialogar com todos os candidatos, porque um deles vai ganhar. Qualquer um que ganhar e o candidato souber qual é a proposta muito clara que o setor empresarial pretende, fica muito mais aberto para a gente poder trabalhar para ser ministro da Economia, apoiar governo, seja ele qual for, no sentido de reivindicar as pautas que levamos aos candidatos antes das eleições”, disse.

Com O Estado de S. Paulo e Brasil 247

 

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