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20 de abril de 2024 9:24 am

Lula conquistou o Brasil com entrevista ao Jornal Nacional

Durante 40 minutos, o petista deu uma verdadeira aula de como se pode governar o país
Lula deu show e ganhou corações no Jornal Nacional depois de 10 anos sofrendo ataques do jornalismo da emissora (Foto:Reprodução Video do Youtube)

Da Redação

O Brasil parou para ver o ex-presidente Lula em entrevista ao Jornal Nacional nesta quinta-feira,25.  Durante 40 minutos, o petista deu uma verdadeira aula de como se pode governar o país para o povo, com o povo e pelo povo. Lula não deixou nenhuma pergunta sem resposta.

Na abertura da entrevista, em que Willian Bonner fez um discurso de 26 segundos sobre o fato do ex-presidente não dever nada à Justiça, mais do que um mero esclarecimento necessário para repor a verdade sobre a inocência de Lula em relação as acusações dos adversários e da Lava Jato, foi compreendido pelo petista e pela audiência como um pedido de desculpas da Rede Globo pelos longos anos de ataques desferidos contra o ex-presidente desde que ele deixou o cargo e que teve seu auge durante a Lava Jato.

Por sua vez, o ex-presidente demonstrou firmeza, tranquilidade e bom humor diante das tentativas dos jornalistas Willian Bonner e Renata Vasconcellos de constrange-lo com perguntas supostamente embaraçosas sobre corrupção na Petrobras, Lava Jato, Governo Dilma, aliança com um adversário histórico, Geraldo Alkcmin, apoio à governos de esquerda, política econômica e sobre um suposto antagonismo entre o agronegócio e o petista.

De norte a sul do país, a população acompanhou atentamente cada palavra de Lula. Suas mensagens calaram fundo no coração de cada brasileiro que não está contaminado pelo bolsonarismo.

Com frases e expressões  simples e diretas, Lula imprimiu à entrevista um clima de bate-papo entre amigos num fim de semana. O ex-presidente falou de churrasco, cerveja e futebol, aproveitando lances do lances do jogo Flamengo e São Paulo  e disputas de campeonatos como exemplos para ilustrar que na política, as divergências não podem resvalar para ódio entre os candidatos e militantes.

Lula fez críticas à Lava Jato, citou os prejuízos da operação para a economia, defendeu o governo Dilma Rousseff, deixou claro que vai restabelecer a autonomia da Procuradoria Geral da República, do Ministério Público e da Polícia Federal para combater a corrupção sistêmica não poupou Jair Bolsonaro por ter destruído da reputação do país no mundo e entregue ao centrão o controle do orçamento da União criando o chamado “orçamento secreto”.

Segundo Lula, hoje, Bolsonaro não governa mais o país e se comporta como um “bobo da corte”. O petista foi contundente na sua crítica ao atual ocupante do Palácio do Planalto. “O Bolsonaro sequer cuida do orçamento do Brasil. Quem cuida é o Arthur Lira. Os ministros ligam para o Lira, não pra ele. Os prefeitos, os governadores nem falam com ele mais, falam direito com os deputados do centrão. Temos que acabar com essa história de semipresidencialismo no regime presidencial”, disse Lula. “Ele [Bolsonaro] vem mentir. Deputados não conversam mais. Governadores estão reféns de emendas secretas. Escárnio”, acrescentou.

Cada pergunta dos entrevistadores foi transformada por Lula em oportunidade de mostrar ao Brasil e ao mundo o quanto ele está preparado para reconduzir o país à normalidade institucional, democrática,  econômica, política e social. Sua postura evidenciou que Lula é um líder maduro e um estadista de rara inteligência e capacidade de traduzir as necessidades e expectativas da sociedade e do mundo em momentos de crise e conflito como o que vivemos.

Lula destacou que, na democracia, não há espaço para se cultivar o ódio aos adversários. “Temos três palavras mágicas na política democrática: credibilidade, previsibilidade e estabilidade. Nunca no Brasil o governo teve uma chapa para ganhar credibilidade interna e externa. Juntei-me com Alckmin para mostrar que política não tem que ter ódio”, disse Lula.

Na política externa, Lula avisou que vai retomar o pratagonismo do Brasil no cenário geopolítico restabelecendo a política de pacificação das relações internacionais sem interferir na soberania dos demais países. “A gente precisa respeitar a autodeterminação dos povos. Cada País cuida do seu nariz. Estou tranquilo com minha relação internacional”, afirmou.
Lula lembrou que hoje o Brasil é tratado como um pária entre as grandes nações e que isso vai mudar caso seja eleito em 02 de outubro. “Uma enxurrada de amigos desaparecidos vão visitar o Brasil. Agora o Brasil não tem amigos”, pontuou.

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