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Sérgio Moro "topa tudo por dinheiro" e passa a defender curruptor investigado em três continentes

Da Redação

Com The Intercept Brasil e Brasil 247

O ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro de Bolsonaro, e agora advogado, Sérgio Moro passou de “caça corruptos” à defensor de corruptores. Moro está advogando para o bilionário israelense Benjamin “Beny” Steinmetz.

O empresário e investidor que atua no setor de mineração, é investigado por suspeitas de corromper governantes, lavar dinheiro, sonegar impostos e violar direitos humanos e leis ambientais. O israelense é alvo da justiça na Suíça, nos Estados Unidos e em Serra Leoa, na África. Steinmetz até foi preso a mando das autoridades da Suíça e de Israel.

Moro foi contratado pelo bilionário israelense por algo como R$750 mil reais através de um escritório de advocacia brasileiro. O ex-juiz e ex-ministro bolsonarista deve realizar um parecer jurídico em relação à uma disputa judicial Benjamin Steinmetz e a Vale em torno de uma sociedade desfeita para exploração de uma mina de ferro na Guiné. A ação corre na Justiça da Inglaterra e é avaliada em mais de um bilhão de dólares.

As revelações sobre o novo “patrão” de Sérgio Moro foi feita pelo site The Intercept Brasil em reportagem publicada neste sábado.

“Tudo por dinheiro”

A deputada federal e presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, comentou a revelação do The Intercept em suas redes sociais. A parlamentar petista foi dura em seu comentário sobre o caso. “Este é o falso herói da Globo: Moro topa tudo por dinheiro, até vender parecer para acusado de corrupção em 3 continentes. Pelo menos agora sabemos quanto custa sua reputação: R$ 750 mil”, afirmou Gleisi em suas redes sociais.

“Este é o falso herói da Globo: Moro topa tudo por dinheiro, até vender parecer para acusado de corrupção em 3 continentes. Pelo menos agora sabemos quanto custa sua reputação: R$ 750 mil”, afirmou Gleisi em suas redes sociais.

 

 

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