Parados há quase um mês, professores de MT decidem manter greve

DA REDAÇÃO
O LIVRE 
 

Quase um mês após a deflagração da greve, educadores da rede pública de Mato Grosso decidiram continuar de braços cruzados por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia geral da categoria, realizada na tarde desta segunda-feira (24), em Cuiabá.

No entanto, o número de profissionais presentes na assembleia era menor que o da reunião anterior, realizada no dia 10 de junho. O corte de ponto dos profissionais anunciado pelo Governo do Estado pode ter sido o motivo para o enfraquecimento do movimento.

Mas o sindicato nega que haja declínio, alegando que 90% dos profissionais que atuam na Baixada Cuiabana, seguem de braços cruzados. “Os que voltaram às atividades, estão voltando para o movimento de greve”, explicando que isso seria resultado de um equívoco que decorre da pressão do governo.

Em contraponto, novo balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), indica que das 767 escolas estaduais mato-grossenses, 346 estão em greve (45,11%). 350 não estão (45,63%) e 71 estão funcionando parcialmente (9,26%).

O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) não reconhece estes números, isso porque o presidente do sindicato, Valdeir Pereira denuncia que muitos dos diretores das escolas às quais o governo faz referência, estariam sendo obrigados a abrir as unidades escolares.

Além disso, o Sintep também alega que muitos profissionais não estariam indo às escolas para ministrar aula, mas sim para assinar a declaração de ponto, para que não tenham seus pontos cortados.

Sindicato reiterou que não irá encerrar a greve enquanto não receber uma proposta do Executivo. Entre as reivindicações da categoria, está o cumprimento da Lei 510/2013 (Lei da Dobra do Poder de Compra), com reajuste anual de 7,69%.

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