Nacional

PERSEGUIÇÃO DESLAVADA 27/11/2017 10:33

Lava Jato tenta obrigar Andrade Gutierrez a delatar filho de Lula

Procuradores da força-tarefa da Lava Jato mandaram recado a negociadores da Andrade Gutierrez dizendo que delação só será aceita se envolver Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, o filho do ex-presidente

Da Redação
Com Brasil 247

A Lava Jato não conhece limites legais quando se trata de perseguir Lula e seus famíliares. A última ação de Lawfare promovida pelos procuradores da força-tarefa da Lava Jato tenta forçar um acordo de delação premiada que envolva o filho mais velho de Lula, Fábio Luiz Lula da Silva, o “Lulinha”.

Integrantes do grupo de investigação mandaram o seguinte recado a negociadores da Andrade Gutierrez: se Lulinha, como é conhecido, e sua empresa Gamecorp não entrarem nos depoimentos do grupo, não haverá acordo de delação premiada ou leniência, que prometem conceder benefícios à empresa.

Segundo reportagem da Folha, os investigadores querem saber por que a Oi, controlada pela Andrade Gitierrez, entre outras empresas, investiu na empresa do filho mais velho de Lula. Os procuradores acham que Sergio Andrade, presidente do conselho administrativo do grupo, investido na Gamecorp para facilitar o acesso à cúpula do PT e a Lula.

A empresa OI investiu R$82 milhões na GameCorp quando a empresa começou a produzir conteúdo para várias plataformas de entretenimento e a operadora de telefonia já enfrentava problemas nos seus negócios. Atualmente, a OI tem dívidas de R$ 64 bilhões e está em processo de recuperação judicial. A empresa, que é de Minas Gerais, tem ligação histórica com o senador Aécio Neves e sua família.

O grupo se tornou sócio da Cemig na gestão do mineiro no Estado. Sérgio Andrade também é citado como negociador de acertos em obras do setor elétrico e suposto pagador de propina ao tucano.

A Telemar, antigo nome da Oi, investiu R$ 5,2 milhões na Gamecorp em 2005. O substituto de Sergio Andrade na presidência do grupo, Otávio Azevedo, que foi preso e participou do acordo de delação de 2015, afirmou que o investimento seguiu critérios de mercado, e não políticos.

Uma demonstração do caráter persecutório à família do ex-presidente Lula é que o caso que a Lava Jato quer envolver o filho de Lula não tem qualquer relação com a Petrobras, objeto de suas investigações.


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