Nacional

TRAFICANTES PLANALTO 26/06/2019 08:25

Tráfico em avião de comitiva de Bolsonaro escandaliza o mundo

O escândalo envolvendo avião reserva da Presidência fez Bolsonaro mudar plano de voo a Tóquio; escala foi mudada de Sevilha para Lisboa sem explicação oficial

Da Redação

Com Brasil 247

A descoberta pela Polícia da Espanha de uma carga de cocaína pesando 39 quilos na bagagem de um tripulante do avião reserva do presidente Jair Bolsonaro escandalizou o mundo na terça-feira, 25. A edição global do jornal El País destacou o caso nesta quarta-feira,26.

A edição explicou que "a prisão ocorreu quando a aeronave parou no aeroporto da capital da Andaluzia com destino a Tóquio para servir de avião de reserva para o presidente brasileiro, que viaja em outro avião para participar do G-20 realizada na capital japonesa. O Ministério da Defesa do Brasil emitiu uma nota confirmando a prisão dos militares por tráfico de drogas. Bolsonaro também lançou um tweet confirmando o evento".


Fontes da Guarda Civil detalham que a detecção da droga e a subsequente detenção do militar ocorreram quando os tripulantes e suas bagagens passaram o controle alfandegário obrigatório na chegada ao aeroporto de Sevilha.

Após a sua detenção, o militar foi transferido para a sede do Comando da capital da Andaluzia, de onde passará na próxima quinta-feira uma acusação judicial acusada de um crime contra a saúde pública. 

A prisão causou uma mudança nos planos de viagem de Bolsonaro. O avião presidencial, que deveria fazer escala em Sevilha para seguir caminho a Tóquio, teve sua rota alterada sem explicação oficial e o pouco será em Lisboa. 

Não é a primeira vez que membros da FAB usam sua condição de militares para traficar drogas. Em abril, o Tribunal Superior Militar decretou a expulsão da corporação de um comandante pelo transporte de 33 quilos de cocaína numa aeronave militar que se dirigia à França com escala nas ilhas Canárias.

 Outros dois colegas do comandante já tinham perdido o posto por sua participação no caso, ocorrido em 1999.

O comandante foi condenado a 16 anos da prisão por integrar “uma rede especializada no tráfico internacional de cocaína" com a ajuda de aviões da FAB.


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