Nacional

TURISTANDO 27/06/2019 09:52

Considerado "fracassado" pela ONU e sem moral no G20, resta à Bolsonaro turistar no Japão

Documento da ONU cita Bolsonaro como uma liderança "fracassada" e o presidente brasileiro acaba menosprezado por chefes de países desenvolvidos e em desenvolvimento reunidos no Japão

Da Redação

Com Brasil 247

Isolado e sem moral entre os chefes de estado presentes ao encontro do G20 em Ossaka, no Japão, o presidente Jair Bolsonaro (PSL), em vez de encontros preparatórios com outros presidentes ou chefes de governo, está gastando o dinheiro público em passeios e banquetes em churrascaria com seus assessores. 

Nesta quinta-feira, 27, sob chuva, Bolsonaro caminhou, visitou lojas e tirou foto com pessoas pelas ruas da capital japonesa. Depois o mandatário jantou em uma churrascaria brasileira acompanhado do general Augusto Heleno, ministro-chefe do GSI, do deputado Helio Bolsonaro (PSL-RJ) e de fotógrafos da Presidência.

Um documento da Organização das Nações Unidas divulgado nesta terça-feira 26 cita Bolsonaro entre lideranças "fracassadas" em um levantamento sobre o impacto das mudanças climáticas na parcela mais pobre da população mundial.

Enquanto o presidente passeia no Japão, o governo continua sem apresentar uma agenda para atrair investimentos e aumentar o nível de consumo com o objetivo de alvancar a economia. As projeções oficias de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) se aproximam cada vez mais da recessão: 0,8% para 2019, de acordo com estimativa do Banco Central, divulgado nesta quinta-feira (27).

No plano político, o governo enfrenta um embate com o Congresso Nacional, que tenta tocar a própria agenda por causa das dificuldades de articulação do Executivo.

Além da crise na aglutinação política, o ministro Sérgio Moro (Justiça) está no centro de um bombardeio de críticas porque, conforme apontaram reportagens do site Intercept Brasil, ele interferiu no trabalho de procuradores durante a Operação Lava Jato, ferindo a equidistância entre o juiz e a parte acusatória.

A interferência de Moro consta em diálogos trocados com membros do Ministério Público Federal (MPF-PR) pelo aplicativo Telegram. 

Bolsonaro, que já admitiu não ter nascido para ser presidente, tem no iníico de oficial um encontro com José Angel Gurría Treviño, secretário-geral da OCDE, na manhã desta sexta-feira (28). Depois ele se reúne com o presidente do Banco Mundial, David Malpass, antes de participar de encontro dos líderes dos Brics, que antecede a abertura da cúpula do G20.


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