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Pedro Taques se diz tranquilo com CPI

Da Redação

Ontem, o governador Pedro Taques (PSDB) declarou que está “absolutamente tranquilo” com relação à decisão da Assembleia Legislativa de instaurar uma investigação com relação a atos do seu mandato, com a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis casos de apropriação indébita do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação).

“Vejo isso com absoluta tranquilidade porque cabe ao Poder Legislativo fiscalizar. Essa é a função do Legislativo. Quem não fez nada de errado não teme absolutamente nada”, disse Taques, durante solenidade no Palácio Paiáguas. “Os deputados são independentes, tanto que nós os liberamos [para assinar] e conversamos com o líder do Governo, deputado Dilmar Dal Bosco. O próprio líder assinou o requerimento da CPI. Entendo que essa é a função do Legislativo. E estou absolutamente tranquilo”, ressaltou Taques.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Eduardo Botelho (PSB), assinou ontem o ato nº 001/2018 que oficializou a criação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que vai investigar a suspeita de desvio de finalidade do dinheiro destinado originalmente ao Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) e ao Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica).

De acordo com os documentos, os membros da CPI serão indicados no prazo de cinco dias, conforme prevê o artigo 375 do Regimento Interno da Assembleia Legislativa.

A criação de uma CPI para investigar a suspeita de desvio de finalidade do dinheiro destinado aos fundos da infraestrutura e arrecadação e que pode acarretar em indiciamento do governador Pedro Taques (PSDB) por crime de responsabilidade foi resultado de um acordo que uniu parlamentares da oposição e da própria base governista durante a sessão extraordinária realizada na terça-feira (16).

Como a Assembleia Legislativa retoma as atividades somente em fevereiro, as atividades da CPI deverão ser iniciadas somente após o Carnaval.

“Nós queremos descobrir a fundo o que está levando o governador a tirar dinheiro de fundos para honrar folha de pagamento salarial e outras despesas e mesmo assim enfrentar dificuldades em pagar duodécimo aos poderes e quitar dívidas com fornecedores. O Estado, os poderes e a sociedade estão empobrecendo em Mato Grosso. É hora do Parlamento dar uma resposta a isso”, disse o deputado estadual Allan Kardec (PT), um dos autores do requerimento que culminou na criação da CPI.

Deputados da oposição e da situação assinaram a proposição, liderada pelos deputados Allan Kardec (PT) e Oscar Bezerra (PSB). Além deles, Valdir Barranco (PT), Janaina Riva (PMDB), Silvano Amaral (PMDB), Romoaldo Junior (PMDB), Zeca Viana (PDT), Adalto de Freitas (Solidariedade), Mauri Savi (PSB), Adriano Silva (PSB), Zé Domingos Fraga (PSD), Baiano Filho (PSDB), Guilherme Maluf (PSDB), Wancley Carvalho (PV) e o próprio líder do Governo na AL, Dilmar Dal Bosco (DEM) assinaram.

Fonte: Diario de Cuiabá

Diário de Cuiabá © 2015

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