Prisão de bicheiro Frederico Muller e mais cinco é mantida por juiz

Da Redação

O juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, manteve a prisão do empresário Frederico Müller Coutinho e de outros cinco alvos da Operação Mantus, que investigou duas organizações criminosas envolvidas com o jogo do bicho e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.

A decisão foi publicada no Diário Oficial de Justiça desta segunda-feira (24). A ação corre em segredo de justiça. 

A operação investiga dois grupos. Um deles – FMC Ello – seria liderado pelo empresário Frederico Müller Coutinho, delator da Operação Sodoma e que atua com factorings em Cuiabá.

O outro seria liderado pelo bicheiro João Arcanjo Ribeiro, que comandou o crime organizado no Estado nos anos 80 e 90. Ele teria como braço-direito o seu genro Giovanni Zem Rodrigues.

Além de Müller, o magistrado manteve a prisão dos acusados de integrar a FMC Ello, Rosalvo Ramos de Oliveira (supervisor), Glaison Roberto Almeida da Cruz (gerente de Rondonópolis), João Henrique Sales de Souza (recolhedor) e Haroldo Clementino Souza (recolhedor e suporte).

Foi mantida ainda a prisão de José Carlos de Freitas, vulgo “Freitas”, que integrava o grupo Colibri. Na investigação, ele é apontado como sendo um dos gerentes do grupo em Cáceres. 

“Isto posto, em consonância com o parecer ministerial, indefiro os pleitos de revogação de prisão preventiva formulados por Rosalvo Ramos de Oliveira, Glaison Roberto Almeida da Cruz, José Carlos de Freitas, Frederico Muller Coutinho, João Henrique Sales de Souza e Haroldo Clementino Souza, mantendo na íntegra a decisão de fls. 702/761, cujos fundamentos acresço a esta”, determinou o magistrado.  

Frederico Müller, por ter curso superior, está detido na Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) desde a deflagração da Operação Mantus, no dia 29 de maio deste ano. Os outros cinco citados estão presos na Penitenciária Central do Estado (PCE). 

Operação Mantus 

A operação cumpriu 63 mandados judiciais, sendo 33 de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo juiz da 7ª Vara Criminal, Jorge Luiz Tadeu. 

As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e em mais cinco cidades do interior do Estado. 

Segundo o delegado Luiz Henrique Damasceno, a investigação começou em agosto de 2017, quando a Polícia Civil recebeu uma denúncia – de um colaborador que não quis se identificar – sobre a permanência e continuidade do jogo do bicho em Cuiabá.  

Os acusados devem responder pelo crime de organização criminosa, lavagem de dinheiro, contravenção penal do jogo do bicho e extorsão mediante sequestro, cujas penas somadas ultrapassam 30 anos.

Fonte: Midianews

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