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24 de abril de 2024 8:55 am

Atacado mostra preços maiores dos alimentos em 2018

Da Redação

O ano passado foi marcado por um clima perfeito, o que gerou uma supersafra de grãos e boa produção de hortifrútis.

O clima pode até ser bom de novo neste ano, mas alguns fatores novos vão acarretar a elevação. Os preços no atacado começam a mostrar essa movimentação para cima.

Em julho de 2017, após um primeiro semestre de queda, principalmente das carnes, o IGP-10 da FGV indicava uma deflação de 2,52% no mês. No acumulado em 12 meses, a queda era de 18,5%.

Neste mês, conforme os dados mais recentes divulgados pela FGV, os preços dos alimentos no atacado subiram 0,74%, o quarto seguido de elevação. O acumulado em 12 meses tem queda menor, de apenas 11,66%, conforme o dado mais recente.

João Paulo Bernardes Deleo, pesquisador na área de hortaliças do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), alerta para o fato de que o ano de 2017 foi bom para os consumidores, mas não para os produtores, que tiveram perda de renda.

O resultado é que neste ano os produtores, descapitalizados, reduziram a área de plantio. Além disso, estão fazendo investimentos menores nas lavouras.

Isso significa que, mesmo com um clima favorável, o consumidor vai pagar mais caro pelos hortifrútis.

O Ceagesp, principal centro de abastecimento de São Paulo, começa a refletir esses preços. No início do ano, o quilo de tomate do tipo italiano de melhor qualidade custava até R$ 3,02. Nesta semana está em R$ 4,75, uma alta de 55%.

O IGP-10, que indicava uma queda de 10% nos preços do tomate em dezembro, aponta alta de 18% em janeiro.

As altas não se limitam, no entanto, a hortifrútis. O preço dos bovinos foi um dos principais componentes de pressão dos alimentos no atacado neste mês, segundo a FGV.

Outro produto que entra nessa lista de pressão é o milho, cuja área de plantio neste verão foi a menor em quatro décadas (período em que a Conab começou a divulgar os dados de área de plantio).

O comportamento dos preços do milho ainda é incerto, uma vez que as primeiras estimativas ainda indicam uma produção próxima de 90 milhões de toneladas neste ano.

Os estoques atuais são elevados, e a aposta de uma safra maior recai sobre a safrinha.

As estimativas de exportação, porém, são de um novo recorde, o que enxuga ainda mais o mercado.

O volume e o preço do milho são determinantes para as carnes, principalmente as de ave e suína.

Feijão e arroz têm previsões de área e de produção menores, mas os preços ainda não reagiram neste ano, o que poderá ocorrer.

A evolução da economia também é um componente importante no comportamento dos alimentos. Pode puxar a demanda e elevar preços.

Fonte: Portal do agronegócio

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